quarta-feira, 10 de outubro de 2018

ECONOMIA ECOLÓGICA

ECONOMIA ECOLÓGICA


Votei em Marina Silva e Eduardo Jorge, única dupla de candidatos à administração do país que compreendeu, demonstrou e alertou sobre o tamanho do precipício ambiental iminente que ameaça peremptoriamente os seres vivos que compõem a biocomunidade da Terra.
A economia ecológica de preservação radical da biodiversidade e da moderação demográfica no uso das riquezas do planeta é a proposta inteligente e adequada que deixaremos a netos, bisnetos e tataranetos para conviver com as mudanças climáticas.

Preservação de nascentes é o grito das árvores.
Sítio das Neves, guiado por Aldebarã.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

ALDEBARÃ - 24. E DEPOIS




24. E depois


Chegamos depois, Aldebarã. Quanto tempo depois? Eu cheguei bilhões de anos depois que as células se multiplicaram no brejo original. Antes de mim, o pantanal terráqueo se povoou de vermes, batráquios, lagartos, sáurios gigantescos, liquens, musgos, cogumelos, pássaros, quadrúpedes e habitantes de árvores frondosas.
Meus antepassados chegaram depois, Aldebarã. Desceram prudentemente das árvores. Benditas mãos que colheram macios brotos, suculentos frutos e registraram nas cavernas, em cores indeléveis, as primeiras recordações da história universal.
Tempos depois, Aldebarã, nas peripécias dessa aventura, na companhia de tigres, ursos, lobos e leões, subindo montanhas e descendo vales, aprendemos a caçar e a matar. E dessa batalha pela vida, o homem tornou-se o lobo do homem, O sangue manchou a mão que colhia os frutos na primavera. Aprendemos a cultivar vidas para nos alimentar de vidas. A nossa grandeza e a nossa baixeza. Saímos do brejo, mas o brejo não saiu de nós.
Experimentamos a altura das árvores, Aldebarã, mas a lama do pantanal não apaga a origem humilde e frágil da vida.

“...o Homem, com todas suas nobres qualidades...com seu intelecto divino...., com toda a exaltação de suas faculdades, traz sempre em sua estrutura corporal a marca indelével de sua baixa origem.” (Charles Darwin, A origem do homem, 1871)

Depois, milhões de anos depois, Aldebarã, os sorrisos e as lágrimas, as alegrias e os sofrimentos, as esperanças e os desenganos seguem seu curso na cadência dos dias e das noites. E depois, Aldebarã?

O contrário dos tempos de rapaz
Os desenganos vão conosco a frente
E as esperanças vão ficando atrás.
(Pe. Antonio Tomaz, Contraste)



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

ESSENCIAL, URGENTE


ESSENCIAL, URGENTE

Nas últimas décadas, candidatos à administração dos serviços que satisfaçam às necessidades da população crescente do Brasil, confundem sistematicamente o que é essencial, necessário, importante e urgente.
O crescimento econômico (PIB, empregos, impostos, megassafras, automóveis, etc) é mencionado por todos os pretendentes como urgente. É essa decisão equivocada que soterra o essencial. O essencial é a sobrevivência da biodiversidade em nosso planeta, da qual fazemos parte. Não é a população de javalis que esgota as riquezas da natureza. É o crescimento demográfico aliado ao aumento das necessidades naturais e artificiais da população humana que esgota o planeta.
Exemplo: a água do Centro-Oeste era suficiente à população ali residente antes de Brasília. Hoje, centenas de cursos de água morreram e não ressuscitam mais, impondo-se o racionamento.
Sem água, nada se sustenta. Sem árvores, as nascentes não se sustentam. Sem nascentes, os rios secam. Sem rios, as represas secam. Sem água limpa, a população adoece. Um novo olhar sobre a natureza poderá salvar nascentes, árvores, bichos e pessoas. Voltar à natureza deve ser um dos efeitos da educação ambiental.
21.9.2108 – dia da árvore, amiga da água.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

107. Loucura


107. Loucura


Perguntas-me, Aldebarã, por que um cidadão quer tornar-se presidente de um país. Também achas que a loucura invadiu as fiações do cérebro de quem pretende impor as próprias ideias, a pretensa liderança, seu complexo de inferioridade travestido de autoridade?
Ouve-se o ministro dizer, diante de contestações ou críticas à deterioração da natureza, que é ordem do presidente. Mais insólito é dar poder ao continente da autoridade inquestionável dando personalidade ao palácio do governo de turno. A determinação de se fazer ou desfazer isto ou aquilo, Aldebarã, é do Palácio da Alvorada, do Supremo Tribunal Federal ou da Suprema Corte. Quem pode contra esses monstros de concreto armado?
 Quem pretende ser a máxima autoridade de um país, Aldebarã, perde sua liberdade e ameaça a de milhões de subordinados. Ao aceitarem o insólito poder do príncipe, os súditos abdicam de ser livres.
Quem precisa de um presidente para ser feliz, abraçar uma árvore, admirar-se do voo das andorinhas ou ouvir o canto dos pássaros de nossas florestas?

"Para se ter alguma autoridade sobre os homens, é preciso distinguir-se deles. É por isso que os magistrados e os padres têm gorros quadrados."
( Voltaire






domingo, 16 de setembro de 2018



O PASSO ELEITORAL


Um novo olhar sobre a natureza pode mudar a convivência da espécie humana no âmbito da biocomunidade universal. Somos parte da biodiversidade, não donos do planeta, casa da vida.
Nem Ciro Gomes, casado com a representante do agronegócio, nem Bolsonaro, unido à força armada, nem Alckmin e seu confuso centro, nem o terceirizado do Lula, Haddad farão algo diferente do que vemos hoje.
Poucos sabem ter um novo olhar sobre o futuro da vida no planeta. Não há um candidato desses mencionados que aponte as dificuldades que afetarão a vida no planeta daqui a cinco anos, quando metade das cidades brasileiras terão restrição de água e muitas delas alagadas por tempestades.
Amanhã, direi da loucura de quem pretende ser presidente de um país.
15.9.2018


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

TRAGÉDIA CULTURAL E AMBIENTAL



TRAGÉDIA CULTURAL E AMBIENTAL


A tragédia que incinerou o Museu Nacional (RJ) faz parte da tragédia ambiental que assola a natureza brasileira fonte de toda a memória cultural, e não é de hoje.
A economia brasileira vive de desmatamento, de eliminação de nascentes, de poluição de águas de rios e mares.
A pior tragédia ainda está por nos humilhar e indignar.
Somos todos responsáveis! Desde 1500.


terça-feira, 28 de agosto de 2018

O BRASIL EM 2022


O BRASIL EM 2022


O Movimento Brasil 2022, que reúne universidades e organismos privados independentes, canais de TV, sabe que as decisões econômicas que influenciam comportamentos culturais, sociais e políticos já foram tomadas pelas grandes empresas multinacionais e bancos centrais de países avançados até o ano 2050. Seus lucros estão garantidos pelo consumo irresponsável de bilhões de pessoas.
A sociedade está dopada por eles e tenta tirar dessas decisões o que lhe interessa e convém. Esta atitude de aceitação e aproveitamento só fortifica o capitalismo globalizado.
Penso que haja necessidade urgente de se achar estratégias alternativas para solapar a ferocidade desse capitalismo e chegar ao ano 2050 com propostas em andamento irrefreáveis.
Os efeitos de boas e sérias atividades esparsas em defesa da natureza e suas riquezas, já dilapidadas, não arranham o agronegócio, as mineradoras e a pesca predatória nos mares.
Minha percepção é que se deva mobilizar a sociedade com ações de rebeldia no campo do consumo, contra o supérfluo e o desperdício.
Um exemplo (entre dezenas): poupar um litro de água por dia significa deixar no solo, em Brasília, 4 milhões de litros/dia. No Brasil, 210 milhões de litros/dia. No mundo, 7.4 bilhões de litros/dia. Não comprar águas de empresas exploradoras de águas subterrâneas: Nestlé, Coca-cola, e outras dezenas.
Alternativas globais, restringindo o consumo em massa de muitos produtos que esgotam a natureza e são oferecidos pelo capitalismo globalizado produzem, a longo prazo, mudanças de comportamento, especialmente se crianças e jovens estiverem envolvidos em cuidar de seu ambiente futuro.
Sabotar com alternativas de mobilidade o uso de carros diminui a queima de combustível fóssil, a contaminação do ar e da água, melhora a saúde da comunidade.
Alternativas locais e regionais não faltam.
Em vez de eleger incompetentes, há que se pôr a imaginação no poder e trocar o lado do disco, como se dizia no passado.