sexta-feira, 9 de maio de 2025

AS PEDRAS DE ROMA

 AS PEDRAS DE ROMA

Publiquei este romance histórico em 2009, (308 pág, traduzido para o inglês). Escrito durante 6 anos, com três viagens de pesquisa nas regiões de Florença, Roma, Bolonha, Módena, Ferrara, Avinhão, áreas de influência da Família Medici. Giovanni, filho de Lorenzo de Medici, banqueiro, comerciante de sedas da China, feito cardeal aos 13 anos, foi eleito papa em 1513 e morreu em 1521.
Foi encarregado de recolher os votos dos cardeais no conclave. Surpresa dele e do mundo: ao abrir os votos ele foi o eleito. Entrou cardeal, saiu papa.
Sucedeu a Júlio II, depois do desastre pontifício de Alexandre VI, pai da irresistível Lucrécia Borgia, que administrou o Vaticano, durante a ausência do papa-pai. As mulheres de hoje não lembram da papisa Joana, feminista do século IX, que pontificou durante 3 anos. 113 cardeais e nenhum comentário sobre a perspectiva de uma cardeala na cadeira papal.
O Renascimento conheceu Michelangelo, Rafael, Leonardo da Vinci, Maquiavel e descobriu os caminhos da Índia onde florescia a civilização Maia no México, os Incas no Peru e os Guaranis no Brasil.
Giovanni tomou o nome de Leão X.
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Daniel Barros

quinta-feira, 1 de maio de 2025

AS PIABAS DO CERRADO

 

AS PIABAS DO CERRADO

Nos riachos de águas transparentes,

No silêncio escuro dessas matas

Entre pedras milenares do Cerrado,

Dezenas, centenas ou milhares

Sobem e descem, saltam cachoeiras,

Dançam reluzentes as piabas.

Sentem meus passos sobre a areia

Vêm me saudar em visível alegria.

Irrequietas me olham. Falo com elas.

Mergulho a mão na água fria.

Sem medo, abocanham as migalhas,

Atrevidas, beijam-me os dedos

E fogem sorridentes.

Seu eu fosse um peixinho

E soubesse nadar

Eu ficava com elas

Sem me afogar.

CHUVAS DE ABRIL ▬ ANOS 2013 a 2025

 

CHUVAS DE ABRIL  ▬  ANOS 2013 a 2025

SÍTIO DAS NEVES – BR 060 – KM 26 – DF -

Em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2    

 MÊS                                      MM/MÊS           TOTAL/ANO/ MM

 

2013                               –         554.5               2.255,6

2014                               –         371.9               1.677,5

2015                               –         299,4               1.642,7

2016                               -              8,0               1.921,7

2017                               ─           56.7               1.478,7

2018                               –          111,3               1.760.5

2019                               –          180,1               1.069.3

2020                               ─         149,2                1.787,8

2021                                ─          62.2               1.710.8

2022                               ─           74,5               1.279,2 

2023                               ─            73,4               1.323.4 

2024                               ─            52,0               1.770,9

2025                                          116,6                   510,8 (no ano)

 

Durante 156 meses (doze anos), registro e publico os volumes de chuva, captados pelo pluviômetro autorizado pela Agência Nacional de Águas, na área da Bacia Hidrográfica do Ribeirão das Lajes. É lamentável que mais da metade do bioma Cerrado esteja sendo desvirtuado. A regeneração de uma área, para o bom funcionamento de uma floresta, leva mais de 50 anos. Nos últimos 13 anos, o volume de águas do período chuvoso vem diminuindo alarmantemente, acompanhado de tempestades arrasadoras e letais.

O Sitio das Neves (700.000 m2) recebeu, ao longo do mês, 81.620.000 de litros, com média diária de 2.720.666 litros/dia, totalmente detida pelo colchão de gramíneas nativas, O acumulado de chuvas do ano de 2025, é de 510,8 mm (ou litros por m2,) na região da microbacia do Ribeirão das Lajes, no Distrito Federal.   

Por incúria da administração do GDF e ausência de planejamento hídrico, para recarga dos aquíferos, a maior parte das águas de abril de 2025, caídas na área do DF, 90%, a olhos vistos, se perdeu asfalto abaixo sem alimentar nossos aquíferos. Os investimentos se amontoam águas abaixo e não águas acima onde estão as nascentes que garantem ocurso dos rios e as represas.

 O primeiro gráfico registra 12 dias de chuva no mês de abril de 2025 e apenas cinco dias com volume acima de 15 mm.

O segundo gráfico mostra o volume de chuvas no mês de ABRIL dos 13 anos. Clara irregularidade das chuvas.

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terça-feira, 29 de abril de 2025

A PEDRA É UM SER SOCIAL

 A PEDRA É UM SER SOCIAL

Sento sobre uma pedra milenar
À beira de um arroio antigo.
A rocha, o granito, o calhau,
O quartzo, o xisto, o cristal,
Olham-me serenos, em silêncio loquaz.
Contam-me velhas histórias
Das eras do indeciso caos.
Comove-me o diálogo pétreo,
O sorriso tímido, colorido.
As pedras rolam sem destino certo.
Acolho os seres pétreos solitários
Que tombaram pelo caminho.
Sento-os no beiral da janela,
Aperto-os na mão trêmula,
Conto-lhes as inseguranças dos dias.
As pedras milenares do riacho
Me ensinam, com mudez serena,
A perenidade fugaz do tempo.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

A REDE OCULTA DAS ÁRVORES

 

A REDE OCULTA DAS ÁRVORES

 

Mergulhei o olhar inquieto

No subsolo da mata úmida.

Uma rede ordenada de raízes

Levava líquidas mensagens

A um lago cristalino.

Uma raiz humilde

Percebeu meu espanto.

E me disse confiante:

Eu sou uma árvore

E todas somos a floresta.

Compreendi atônito

Que sou uma raiz humana

E todas somos a humanidade

A caminho de luz e paz.

 

quarta-feira, 16 de abril de 2025

O SEGREDO DA NATUREZA

 

O SEGREDO DA NATUREZA

 Entrei devagarinho

Na mata silenciosa.

Abracei a árvore

Que me olhava.

Percebi que a casca,

Esbranquiçada, tremeu

E as folhas se arrepiaram

Como se tivesse tocado

Em seu sexo profundo.

Uma revelação

Me despertou atenção

E compreendi

Que o sexo regenerativo

Da Natureza

Está nas árvores.

segunda-feira, 31 de março de 2025

CHUVAS DE MARÇO 2025

 

CHUVAS DE MARÇO  ▬  ANOS 2013 a 2025

SÍTIO DAS NEVES – BR 060 – KM 26 – DF -

Em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2    

 MÊS                                      MM/MÊS           TOTAL/ANO/ MM

 2013                               –         401,9               2.255,6

2014                               –         326,7               1.677,5

2015                               –         292,2               1.642,7

2016                               -          307,0               1.921,7

2017                               ─         258,9              1.478,7

2018                               –          283,2              1.760.5

2019                               –          200,9              1.069.3

2020                               ─         244,4              1.787,8

2021                                ─        198,1               1.710.8

2022                               ─         61,4               1.279,2 

2023                               ─         139,2               1.323.4 

2024                               ─         228,5               1.770,9

2025                                          46,4                   394,2 (NO ANO)

 Durante 156 meses (doze anos), registro e publico os volumes de chuva, captados pelo pluviômetro autorizado pela Agência Nacional de Águas, na área da Bacia Hidrográfica do Ribeirão das Lajes. É lamentável que mais da metade do bioma Cerrado esteja sendo desvirtuado. A regeneração de uma área, para o bom funcionamento de uma floresta. leva mais de 50 anos. Nos últimos 13 anos, o volume de águas do período chuvoso vem diminuindo alarmantemente, acompanhado de tempestades arrasadoras e letais.

O mês de março, conhecido por suas abundantes águas, em 2025, dá um claro recado para o DF. Cinco vezes menos do que recebeu em 2024.

O Sitio das Neves (700.000 m2) recebeu, ao longo do mês, 33.000.000 de litros, metade das águas de 2024. O acumulado de chuvas do ano de 2025, é de 394,2 mm (ou litros por m2,) na região da microbacia do Ribeirão das Lajes, no Distrito Federal. 

Por incúria da administração do GDF e ausência de planejamento hídrico, para recarga dos aquíferos, a maior parte das poucas águas de março de 2025, caídas na área do DF, 90%, a olhos vistos, se perdeu asfalto abaixo sem alimentar nossos aquíferos. Os investimentos se amontoam águas abaixo e não águas acima onde estão as nascentes que garantem os rios e as represas.