quinta-feira, 5 de março de 2026

SERRINHBA DF UM CRIME SEM CASTIGO

 

SERRINHA – DF – UM CRIME SEM CASTIGO

 

O crime mais hediondo que está sendo praticado pelos administradores dos três poderes do GDF e pelos deputados distritais – todos têm nome, CPF e CEP – é a destruição catastrófica do ecossistema da área Serrinha/DF e a eliminação impiedosa da biodiversidade generosa de milhões de vidas que ali se abrigam e multiplicam a milhares e milhares de anos.

A centena de nascentes que brotam dos aquíferos está condenada a desaparecer pela força da inépcia, da insânia política, da ignorância e da improbidade dos responsáveis pela preservação do que resta do mais generoso bioma do Hemisfério Sul do planeta Terra.

Nada mais cruel e perigoso do que o poder soberbo de administradores irresponsáveis que não admitem a própria cegueira.

 

domingo, 1 de março de 2026

Chuvas de fevereiro, 2026

 

CHUVAS DE FEVEREIRO  ▬  ANOS 2012 a 2026

BIOCOMUNIDADE SÍTIO NEVES – BR 060 – KM 26 – DF -

Em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2    

 MÊS                                      MM/MÊS           TOTAL/ANO/ MM

 

2012                                         212,4           2.260,0

2013                               –          132,7            2.255,6

2014                               –          173,0            1.677,5

2015                               –          223,2             1.642,7

2016                               -           288,0             1.921,7

2017                               ─          203,8            1.478,7

2018                               –           165,1             1.760.5

2019                               –           238,7            1.069.3

2020                               ─          276,4             1.787,8

2021                                ─         417,2              1.710.8

2022                               ─           200,3              1.279,2 

2023                               ─           245,2             1.323.4 

2024                               ─           311,5             1.770,9

2025                                            82,6             1.044,0

2026                                          160,1                 428,5 (até 28.2.26)

 

Durante 156 meses (13 anos), registro e publico os volumes de chuva, captados pelo pluviômetro autorizado pela Agência Nacional de Águas, na área da Bacia Hidrográfica do Ribeirão das Lajes. Nos últimos 13 anos, as águas do período chuvoso têm sido de altos e baixos volumes. Fevereiro de 2025 foi mês de escassas chuvas, em Brasília. As tempestades arrasadoras e letais em várias regiões do país, pouco ajudam a recarregar os aquíferos em razão do generalizado desmatamento e crescimento da urbanização pela implosão dos ecossistemas. Lembrem-se de Ubá e Juiz de Fora, MG! É lamentável que mais da metade do bioma Cerrado esteja sendo desvirtuado. A regeneração de uma área, para o bom funcionamento de uma floresta, leva mais de 50 anos.

A Biocomunidade Sitio Neves (700.000 m2) registrou, ao longo do mês de fevereiro, 160,1 mm ou litros por m2, perfazendo o total do mês em 112.000.000 litros.  Na área, graças à intensa vegetação nativa, cerca de 90% são retidos no solo e subsolo. A função da vegetação nativa é manter a vazão das nascentes no período de estiagem, quando a umidade do ar baixa a menos de 30%. Nos quatorze fevereiros, a irregularidade das chuvas e as tempestades incontroláveis indicam que a mudança do clima não é apenas um alerta. É uma realidade!  Muitas espécies de plantas, ao contrário da espécie humana sapiens, vêm se adaptando a essas mudanças, atrasando a floração e a frutificação.

 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

BIODIVERSIDADE E PAZ

 

BIODIVERSIDADE E PAZ

A biodiversidade nas florestas, rios e mares, campos e desertos do planeta é o fundamento sobre o qual se constrói a paz ambiental e universal. A vida é mensagem lida, ouvida e sentida por todos os seres vivos. A cadência dos ciclos meteorológicos, combinando temperaturas e alimentando criaturas vegetais e animais, entre amores e dores, inspira felicidade e desejo de viver.

Sem biodiversidade, sem a natural convivência, interação e interdependência de todos os seres vivos não pode haver paz. Quando os mais fortes impõem seu poder sobre a biodiversidade perde-se o diálogo, a comunicação e a compreensão da teia da vida formada e tecida por todos os seres vivos humanos e não humanos.

E quando uma das espécies, Sáurio ou Sapiens, por um equívoco de comportamento ou de decisão, impõe seu poder sobre a biodiversidade, amputando-a ou destruindo-a para sobreviver, não haverá paz e, fatalmente, a espécie desaparecerá. São as coisas e os fatos da natureza.

A paz humana depende da biodiversidade no planeta!

domingo, 1 de fevereiro de 2026

CHUVAS DE JANEIRO ▬ ANOS 2012 a 2026

 

CHUVAS DE JANEIRO  ▬  ANOS 2012 a 2026

SÍTIO DAS

 NEVES – BR 060 – KM 26 – DF -

Em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2    

 MÊS                                      MM/MÊS           TOTAL/ANO/ MM

 

2012                                         212,4           2.260,0

2013                               –          457,8            2.255,6

2014                               –          169,8            1.677,5

2015                               –            84,0             1.642,7

2016                               -           482,4             1.921,7

2017                               ─          177,5            1.478,7

2018                               –           308,7            1.760.5

2019                               –             48,4             1.069.3

2020                               ─          330,9              1.787,8

2021                                ─         135,0              1.710.8

2022                               ─           225,0              1.279,2 

2023                               ─           221,9              1.323.4 

2024                               ─           421,5              1.770,9

2025                                          271,5              1.044,0

2026                                          268,7                 268,7 (até 31.1.26)

 Dur ante 156 meses (13 anos), registro e publico os volumes de chuva, captados pelo pluviômetro autorizado pela Agência Nacional de Águas, na área da Bacia Hidrográfica do Ribeirão das Lajes. Nos últimos 13 anos, as águas do período chuvoso têm sido de altos e baixos volumes. 2019 foi o ano do racionamento, em Brasília. As tempestades arrasadoras e letais em várias regiões do país, pouco ajudam a recarregar os aquíferos em razão do generalizado desmatamento e crescimento da urbanização pela implosão dos ecosssitemas. Lembrem-se do Rio Bonito do Iguaçu! É lamentável que mais da metade do bioma Cerrado esteja sendo desvirtuado. A regeneração de uma área, para o bom funcionamento de uma floresta, leva mais de 50 anos.

O Sitio das Neves (700.000 m2) registrou, ao longo do mês de janeiro, 268,7 mm ou litros por m2, perfazendo o total do mês em 188.090.000 litros.  Na área, graças à intensa vegetação nativa, cerca de 90% são retidos no solo e subsolo. A função da vegetação nativa é manter a vazão das nascentes no período de estiagem, quando a umidade do ar baixa a menos de 30%. Nos quatorze janeiros, a irregularidade das chuvas indica que a mudança do clima não é apenas um alerta. É uma realidade!  Muitas espécies de plantas, ao contrário da espécie humana sapiens, vêm se adaptando a essa mudanças, atrasando a floração e a frutificação.

 


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

FALÊNCIA HÍDRICA

 

FALÊNCIA HÍDRICA

A IMPLOSÃO DOS ECOSSISTEMAS 

No ano 2010, previ o racionamento de água, em Brasília, comparando durante dez anos, os volumes anuais irregulares de água, o crescimento da população e sua expansão em todo o Distrito Federal. Em 2019, foi decretado o racionamento. A vasão dos aquíferos no Distrito Federal foi estimada por hidrologistas, em 1957, em 9.000 litros por segundo, ou 777 milhões de litros dia. Hoje, a população de Brasília consome, por dia, 803 milhões de litros, despejados no Lago Paranoá. O déficit de 26 milhões de litros diários é suprido pela barragem do Corumbá 4, do Lago e de mais de 40 mil poços artesianos.

A tecnologia avançada das intervenções na estrutura orgânica das espécies alimentícias ─ soja, milho, arroz, trigo ─ no uso e domínio do solo, subsolo e água, com máquinas pantagruélicas, fertilizantes químicos devastadores, agrotóxicos letais, por terra e por fumigação aérea, implodiram os ecossistemas, provocaram a falência hídrica e a desertificação de três quartas partes do planeta.

A urbanização crescente e a superpopulação mundial assistem impotentes esse campeonato ambiental da destruição da biodiversidade que é a maior riqueza do planeta Terra.

Trinta Conferências das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP´s) constataram e ao mesmo tempo previam dificuldades de acesso à disponibilidade de água para a dessedentação e demais necessidades de seres vivos, humanos e não humanos, para sua sustentação confortável e reprodução. A proteção e a preservação de florestas têm sido a medida de precaução imprescindível para captar as águas das chuvas, abrir caminhos subterrâneos e recarregar os aquíferos.

O crescimento da população, a intensa ocupação dos espaços geográficos para produção de alimentos, nos últimos 10 mil anos, e a urbanização crescente desertificaram imensas áreas do planeta. Compactaram o solo e os aquíferos perderam sua força de vasão ou simplesmente se esgotaram.

O crescimento econômico avança sobre mais da metade do planeta para alimentar 8,5 bilhão de seres humanos e outros tantos consumidores não humanos. Essa crescente investida resulta em que 70%, ou três quartas partes dos aquíferos do mundo, estão em declínio pelo uso consuntivo, não renovável, de trilhões de litros diários de água.  Os dados oficiais do Brasil são estarrecedores. A produção de soja e milho, de 2025, foi de 346 milhões de toneladas ou bilhões de quilos. O consumo médio de água por kg desses dois cereais é de 1.500 litros, elevando o volume retirado do solo e do subsolo a 519 trilhões de litros no período de produção anual ou o estratosférico trilhão e 420 bilhões de litros/dia.

Grandes chuvas alagam cidades, matam e destroem, mas não recarregam aquíferos, porque o desmatamento implacável e a impermeabilização drástica das cidades expulsam as águas da chuva  e as empurram para os rios e oceanos.

Não falta água no planeta Terra. Apenas não sabemos cuidar dela e abusamos de sua generosidade, em nome do crescimento econômico, fundamentado na acumulação financeira. A falência hídrica, a implosão dos ecossistemas, associados à disputa irracional por áreas geográficas e à turbulência dos fenômenos físicos implacáveis estão reduzindo e extinguindo espécies vegetais e animais  sem poupar a espécie sapiens.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

ENCONTRO INTELECTUAL E AMISTOSO COM ENTES ARBÓREOS NO CORAÇÃO DO CERRADO DO DISTRITO FEDER

 

ENCONTRO INTELECTUAL E AMISTOSO COM ENTES ARBÓREOS NO CORAÇÃO DO CERRADO DO DISTRITO FEDERAL

 

¨Conhecer para amar e preservar¨ -  é um dos lemas do Sítio Neves, primeira Reserva do Patrimônio Nacional, no Distrito Federal.

Situado na localidade Engenho das Lajes, RA do Gama.

No dia 17 de janeiro de 2026, os ecologistas, aqui mencionados, se dedicaram, na manhã do sábado, a conhecer os entes arbóreos que oferecem alimento para pássaros, insetos e animais nativos do Cerrado que representam enorme biodiversidade não humana que habita o ecossistema também ocupado pela espécie humana.

A caminhada cientifica foi previamente organizada pelo Diretor-Presidente da Patrulha Ecológica, Nivardo Nepomuceno Sobrinho, dedicado ecologista. Dezenas de entes arbóreos foram apresentados pelo jovem biólogo e escritor Dr. Marcelo Kuhlmann com adequada pedagogia de aprendizagem para observar a fisionomia biológica das entidades contactadas e conhecer sua identidade, nome científico e o carinhoso nome popular dado por ervateiros ou criado, há milhares de anos, pelos nativos que habitam esta terra antes de se chamar Brasil. 

As árvores pareciam felizes em serem observadas e agradecem a visita humana dos que compartem com elas o mesmo ecossistema.

1) Paloma Conceição Bezerra dos Anjos

2) Ana Valéria Teixeira

3) Jeffry Pearson

4) Paulo Sérgio 

5) Ana Paula Inacio de Araujo

6) Henrique José de Araújo

7) Paulo Henrique Inácio de Araujo

8) Cícero Ramos

9) Tiago Fontenele dos Santos

10) Robson Majus Soares

11) Olinda Myrtes Bayma Sousa Melo

12) Nivardo Nepomuceno Sobrinho

13) Cristina Ghidetti Estrela

14) Marco Antônio Martins Leite

15) Rita de Cassia de Mello Salvio

16) Julio Cesar Ferreira de Abreu - Prof. e Biólogo

17) Eugênio Giovenardi, ecossociólogo

18) Laura Giovenardi Goretti, Bióloga.

 

RECONHECIMENTO E CODIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA

 

RECONHECIMENTO E CODIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA

A Reserva do Patrimônio Nacional Sitio Neves, ao completar 55 anos de regeneração autônoma, recebe, no sábado, 17 de janeiro de 2026, um grupo de 15 interessados inscritos em reconhecer e codificar as espécies de vegetação nativa, flores e frutos, que retornaram a seu habitat e alimentam a biodiversidade animal. A regeneração do Cerrado depende da vegetação nativa e detenção da água das chuvas anuais. A área se repovoou de vegetação arbórea, grandes árvores, arbustos e um colchão de vegetação nativa que protegem as nascentes.

O prof. Marcelo Kuhlmann orientará a observação e propiciará as informações para o reconhecimento e a codificação das espécies frutíferas. A organização do evento VIVÊNCIA PRÁTICA DE CAMPO, está a cargo de Nivardo Nepomuceno, Dretor-Presidente da Patrulha Ecológica.

O Sítio Neves, 70 hectares (700.000 m2), é a primeira área, de Cerrado, no DFF, em 66 anos de Brasília, a integrar a Reserva do Patrimônio Nacional, em caráter perpétuo, com assinatura de compromisso legal entre as partes, posseiro e Ibram/SEMA/GDF.

Local. Sitio Neves, BR 060, Km 26, margem esquerda, direção Anápolis, ou margem direita, direção Brasília.