domingo, 1 de fevereiro de 2026

CHUVAS DE JANEIRO ▬ ANOS 2012 a 2026

 

CHUVAS DE JANEIRO  ▬  ANOS 2012 a 2026

SÍTIO DAS

 NEVES – BR 060 – KM 26 – DF -

Em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2    

 MÊS                                      MM/MÊS           TOTAL/ANO/ MM

 

2012                                         212,4           2.260,0

2013                               –          457,8            2.255,6

2014                               –          169,8            1.677,5

2015                               –            84,0             1.642,7

2016                               -           482,4             1.921,7

2017                               ─          177,5            1.478,7

2018                               –           308,7            1.760.5

2019                               –             48,4             1.069.3

2020                               ─          330,9              1.787,8

2021                                ─         135,0              1.710.8

2022                               ─           225,0              1.279,2 

2023                               ─           221,9              1.323.4 

2024                               ─           421,5              1.770,9

2025                                          271,5              1.044,0

2026                                          268,7                 268,7 (até 31.1.26)

 Dur ante 156 meses (13 anos), registro e publico os volumes de chuva, captados pelo pluviômetro autorizado pela Agência Nacional de Águas, na área da Bacia Hidrográfica do Ribeirão das Lajes. Nos últimos 13 anos, as águas do período chuvoso têm sido de altos e baixos volumes. 2019 foi o ano do racionamento, em Brasília. As tempestades arrasadoras e letais em várias regiões do país, pouco ajudam a recarregar os aquíferos em razão do generalizado desmatamento e crescimento da urbanização pela implosão dos ecosssitemas. Lembrem-se do Rio Bonito do Iguaçu! É lamentável que mais da metade do bioma Cerrado esteja sendo desvirtuado. A regeneração de uma área, para o bom funcionamento de uma floresta, leva mais de 50 anos.

O Sitio das Neves (700.000 m2) registrou, ao longo do mês de janeiro, 268,7 mm ou litros por m2, perfazendo o total do mês em 188.090.000 litros.  Na área, graças à intensa vegetação nativa, cerca de 90% são retidos no solo e subsolo. A função da vegetação nativa é manter a vazão das nascentes no período de estiagem, quando a umidade do ar baixa a menos de 30%. Nos quatorze janeiros, a irregularidade das chuvas indica que a mudança do clima não é apenas um alerta. É uma realidade!  Muitas espécies de plantas, ao contrário da espécie humana sapiens, vêm se adaptando a essa mudanças, atrasando a floração e a frutificação.

 


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

FALÊNCIA HÍDRICA

 

FALÊNCIA HÍDRICA

A IMPLOSÃO DOS ECOSSISTEMAS 

No ano 2010, previ o racionamento de água, em Brasília, comparando durante dez anos, os volumes anuais irregulares de água, o crescimento da população e sua expansão em todo o Distrito Federal. Em 2019, foi decretado o racionamento. A vasão dos aquíferos no Distrito Federal foi estimada por hidrologistas, em 1957, em 9.000 litros por segundo, ou 777 milhões de litros dia. Hoje, a população de Brasília consome, por dia, 803 milhões de litros, despejados no Lago Paranoá. O déficit de 26 milhões de litros diários é suprido pela barragem do Corumbá 4, do Lago e de mais de 40 mil poços artesianos.

A tecnologia avançada das intervenções na estrutura orgânica das espécies alimentícias ─ soja, milho, arroz, trigo ─ no uso e domínio do solo, subsolo e água, com máquinas pantagruélicas, fertilizantes químicos devastadores, agrotóxicos letais, por terra e por fumigação aérea, implodiram os ecossistemas, provocaram a falência hídrica e a desertificação de três quartas partes do planeta.

A urbanização crescente e a superpopulação mundial assistem impotentes esse campeonato ambiental da destruição da biodiversidade que é a maior riqueza do planeta Terra.

Trinta Conferências das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP´s) constataram e ao mesmo tempo previam dificuldades de acesso à disponibilidade de água para a dessedentação e demais necessidades de seres vivos, humanos e não humanos, para sua sustentação confortável e reprodução. A proteção e a preservação de florestas têm sido a medida de precaução imprescindível para captar as águas das chuvas, abrir caminhos subterrâneos e recarregar os aquíferos.

O crescimento da população, a intensa ocupação dos espaços geográficos para produção de alimentos, nos últimos 10 mil anos, e a urbanização crescente desertificaram imensas áreas do planeta. Compactaram o solo e os aquíferos perderam sua força de vasão ou simplesmente se esgotaram.

O crescimento econômico avança sobre mais da metade do planeta para alimentar 8,5 bilhão de seres humanos e outros tantos consumidores não humanos. Essa crescente investida resulta em que 70%, ou três quartas partes dos aquíferos do mundo, estão em declínio pelo uso consuntivo, não renovável, de trilhões de litros diários de água.  Os dados oficiais do Brasil são estarrecedores. A produção de soja e milho, de 2025, foi de 346 milhões de toneladas ou bilhões de quilos. O consumo médio de água por kg desses dois cereais é de 1.500 litros, elevando o volume retirado do solo e do subsolo a 519 trilhões de litros no período de produção anual ou o estratosférico trilhão e 420 bilhões de litros/dia.

Grandes chuvas alagam cidades, matam e destroem, mas não recarregam aquíferos, porque o desmatamento implacável e a impermeabilização drástica das cidades expulsam as águas da chuva  e as empurram para os rios e oceanos.

Não falta água no planeta Terra. Apenas não sabemos cuidar dela e abusamos de sua generosidade, em nome do crescimento econômico, fundamentado na acumulação financeira. A falência hídrica, a implosão dos ecossistemas, associados à disputa irracional por áreas geográficas e à turbulência dos fenômenos físicos implacáveis estão reduzindo e extinguindo espécies vegetais e animais  sem poupar a espécie sapiens.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

ENCONTRO INTELECTUAL E AMISTOSO COM ENTES ARBÓREOS NO CORAÇÃO DO CERRADO DO DISTRITO FEDER

 

ENCONTRO INTELECTUAL E AMISTOSO COM ENTES ARBÓREOS NO CORAÇÃO DO CERRADO DO DISTRITO FEDERAL

 

¨Conhecer para amar e preservar¨ -  é um dos lemas do Sítio Neves, primeira Reserva do Patrimônio Nacional, no Distrito Federal.

Situado na localidade Engenho das Lajes, RA do Gama.

No dia 17 de janeiro de 2026, os ecologistas, aqui mencionados, se dedicaram, na manhã do sábado, a conhecer os entes arbóreos que oferecem alimento para pássaros, insetos e animais nativos do Cerrado que representam enorme biodiversidade não humana que habita o ecossistema também ocupado pela espécie humana.

A caminhada cientifica foi previamente organizada pelo Diretor-Presidente da Patrulha Ecológica, Nivardo Nepomuceno Sobrinho, dedicado ecologista. Dezenas de entes arbóreos foram apresentados pelo jovem biólogo e escritor Dr. Marcelo Kuhlmann com adequada pedagogia de aprendizagem para observar a fisionomia biológica das entidades contactadas e conhecer sua identidade, nome científico e o carinhoso nome popular dado por ervateiros ou criado, há milhares de anos, pelos nativos que habitam esta terra antes de se chamar Brasil. 

As árvores pareciam felizes em serem observadas e agradecem a visita humana dos que compartem com elas o mesmo ecossistema.

1) Paloma Conceição Bezerra dos Anjos

2) Ana Valéria Teixeira

3) Jeffry Pearson

4) Paulo Sérgio 

5) Ana Paula Inacio de Araujo

6) Henrique José de Araújo

7) Paulo Henrique Inácio de Araujo

8) Cícero Ramos

9) Tiago Fontenele dos Santos

10) Robson Majus Soares

11) Olinda Myrtes Bayma Sousa Melo

12) Nivardo Nepomuceno Sobrinho

13) Cristina Ghidetti Estrela

14) Marco Antônio Martins Leite

15) Rita de Cassia de Mello Salvio

16) Julio Cesar Ferreira de Abreu - Prof. e Biólogo

17) Eugênio Giovenardi, ecossociólogo

18) Laura Giovenardi Goretti, Bióloga.

 

RECONHECIMENTO E CODIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA

 

RECONHECIMENTO E CODIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA

A Reserva do Patrimônio Nacional Sitio Neves, ao completar 55 anos de regeneração autônoma, recebe, no sábado, 17 de janeiro de 2026, um grupo de 15 interessados inscritos em reconhecer e codificar as espécies de vegetação nativa, flores e frutos, que retornaram a seu habitat e alimentam a biodiversidade animal. A regeneração do Cerrado depende da vegetação nativa e detenção da água das chuvas anuais. A área se repovoou de vegetação arbórea, grandes árvores, arbustos e um colchão de vegetação nativa que protegem as nascentes.

O prof. Marcelo Kuhlmann orientará a observação e propiciará as informações para o reconhecimento e a codificação das espécies frutíferas. A organização do evento VIVÊNCIA PRÁTICA DE CAMPO, está a cargo de Nivardo Nepomuceno, Dretor-Presidente da Patrulha Ecológica.

O Sítio Neves, 70 hectares (700.000 m2), é a primeira área, de Cerrado, no DFF, em 66 anos de Brasília, a integrar a Reserva do Patrimônio Nacional, em caráter perpétuo, com assinatura de compromisso legal entre as partes, posseiro e Ibram/SEMA/GDF.

Local. Sitio Neves, BR 060, Km 26, margem esquerda, direção Anápolis, ou margem direita, direção Brasília.


 

PÉROLAS E CASCALHOS DE 2025

 

PÉROLAS E CASCALHOS DE 2025

      O ANO É NOVO, MAS O TEMPO É VELHO

 

Desejo a todos os amigos desta página, Urbi et Orbi, que fraternalmente se sintonizem com o universo e se antenem com as mensagens de socorro e esperança do planeta Terra.

 

Recolhi algumas pérolas e agudos cascalhos que nossa espécie sapiens brasileira esparramou pelo caminho do tempo conturbado que enfrentamos.

1.    Marina Bosi, jornalista escreveu Amazônia invadida, no cenário de São Felix do Xingu. Município de 84.212 km2 (4 vezes o Estado de Sergipe e 13 o DF), 65.400 pessoas e 2,5 milhões de bois, equivalente a 3 cabeças bovinas por ha, em plena Amazônia, para os hambúrgueres americanos. Ainda se fala em salvar a Amazônia!

2.    Aqui no DF, o Bairro Serrinha do Paranoá, com a expansão catastrófica da urbanização, está fadada a esgotar suas nascentes, essenciais para os aquíferos do Cerrado. Rodrigo Werneck, Alba Evangelista e Isabel Schmidt gritam aos ouvidos moucos dos órgãos oficiais da Administração do Distrital.

3.    Economistas conscientes, ambientalistas corajosos e os gritos acadêmicos disseram na COP/30 que o CRESCIMENTO ECONÔMICO impulsiona o EFEITO ESTUFA, CALOR, Tempestades, tornados e furacões. O lema do governo brasileiro: Crescer mais!

4.    A vegetação nativa, responsável pela proteção de nascentes e recarga dos aquíferos do velho Cerrado, há um milhão de anos, está reduzida a 12 mil espécies, anuncia a Embrapa. É, neste momento, objeto de uma lei no Congresso Nacional, que decreta a sentença de morte da remanescente vegetação nativa.

5.    Pedro Bruzzi, da Funatura, suplica a uma das muitas cortes federais que o CERRADO precisa ser Patrimônio Nacional.! Informo à FUNATURA que os 70 hectares de Cerrado do Distrito Federal - Sítio Neves – Engenho das Lajes, foram declarados Reserva do Patrimônio Nacional, em agosto de 2023, pelo Ibram/Sema/DF, a pedido de minha família e assessoria do Instituto Cerrados.

6.    Antonio Guterres, Secretário Geral da ONU, alerta: O PLANETA ESTÁ À BEIRA DO ABISMO. Não calculou a profundidade, mas o buraco deve ser grande para caber tanta insanidade, ambição e vaidade da espécie sapiens.

7.    Numa longa entrevista, pesquisador da Embrapa, afirma: ¨Tecnologia sustentável nós temos no Cerrado. Construímos o solo para a produção de soja, milho, trigo, feijão e arroz”! Adubos químicos e agrotóxicos infestaram o ecossistema e a biodiversidade. A irrigação pujante afetou os aquíferos. A sustentabilidade da soja é um fato econômico.

8.    O outro lado da sustentabilidade. O sábio prof. Altair Barbosa ensina que o Cerrado chegou em seu clímax evolutivo. Uma vez degradado não vai mais se recuperar na plenitude de sua biodiversidade. Cerrado é uma matriz ambiental que já se encontra em vias de extinção. E já não se encontram mais comunidades vegetais ou populações de plantas nativas do Cerrado. O solo do Cerrado foi degradado por meio da ocupação intensiva. Retiraram a gramínea nativa para a implantação de espécies exóticas, vindas da África e da Austrália.

9.    A dúvida atroz da economia agrícola: PRODUZIR SEM DEGRADAR! Ou DEGRADAR PARA PRODUZIR. A sustentabilidade do solo depende da resposta a essas perguntas.

10.                   A COP/30, foi um sucesso para o mencionado mapa do petróleo e outros combustíveis fósseis. A COP/31 acordará os países de cabeça enterrada nas entranhas do ¨planeta azul¨!


quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

ORDEM DA ROSA BRANCA – FINLÂNDIA

 ORDEM DA ROSA BRANCA – FINLÂNDIA

 

A Ordem da Rosa Branca da Finlândia (Suomen Valkoisen Ruusun ritarikunta) é uma das três ordens nacionais condecorativas do governo da Finlândia, instituída em 1919 por Gustaf Mannerheim, para recompensar méritos civis e militares, nacionais ou estrangeiros sendo concedida pelo Presidente da Finlândia, o Grão-Mestre da ordem, e tem como símbolos a rosa branca e o brasão finlandês.

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ORDEM DA ROSA BRANCA

Comunicação oficial do Governo da Finlândia:

Em finlandês:

Suomen Valkoisen Ruusun ritamarimerkki

GIOVENARDI, Eugenio, kirjailija-filosofi, Brasília

Em português:

1)    Concessão de medalha da Ordem da Rosa Branca da Finlândia a

GIOVENARDI, Eugenio, escritor-filósofo, Brasil

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Em finlandês:

Suomen Valkoisen Ruusun ritamarimerkki

MÄKI-GIOVENARDI, Hilkka Kyllikki, journalisti-kääntäjä, Brasilia

Em português:

2)    Concessão da medalha Ordem da Rosa Branca da Finlândia a

MÄKI-GIOVENARDI, Hilkka Kyllikki, jornalista-tradutora, BRASIL

6.12.2025 – Data da Independência da Finlândia;

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

OUVIR AS ÁRVORES!

 

OUVIR AS ÁRVORES!!

 

TOLICE! Direis, OUVIR AS ÁRVORES
Vendo-as erguidas, então que fareis?
Ouvidos surdos ou machado nas mãos tereis?
As flores que enfeitam o céu não pintareis?
Os frutos que delas pendem não comereis?
Os segredos que as folhas guardam não percebereis?
E o canto matinal dos troncos velhos não admirareis?
As árvores que dormem e sonham não notareis?
As árvores que beijam o Olho d'Água, não visitareis?
E à sombra benfazeja nos dias de sol não descansareis?
OUVIR AS ÁRVORES é tolice!

Ainda direis?