CHUVAS DE JULHO ▬ ANOS 2012 a 2026
BIOCOMUNIDADE SÍTIO NEVES
– BR 060 – KM 26 – DF –
RESERVA PERPÉTUA DO
PATRIMÔNIO NACIONAL DESDE 2023
CHUVAS em milímetros ─ 1
mm = 1 litro/m2
MÊS
MM/MÊS TOTAL/ANO/ MM
2012 ─ 2.260,0
2013 –
0.0 2.255,6
2014 –
3.0 1.677,5
2015 –
0.0
1.642,7
2016 -
0.0 1.921,7
2017 ─ 0.0
1.478,7
2018 – 0.0 1.760.5
2019 – 0.0 1.069.3
2020 ─ 0.0 1.787,8
2021 ─ 0,0 1.710.8
2022 ─ 0.0 1.279,2
2023 ─ 0,0 1.323.4
2024 ─
0,0 1.770,9
2025 ─ 0.0 1.044,0
2026 ─ 0,0
709.8 (neste ano - até 31.7.26)
Durante 156 meses (13 anos), registro e público os
volumes de chuva, captados pelo pluviômetro autorizado pela Agência Nacional de
Águas, na área da Bacia Hidrográfica do Ribeirão das Lajes. Nos últimos 13
anos, as águas do período chuvoso têm sido de altos e baixos volumes, no
Distrito Federal. No mês de julho, como indica a tabela, em 2014 o volume foi
de 3,0 mm. Como se percebe, o Tempo não tem compromissos com previsões nem com
desejos humanos. Os não humanos sabem disso há bilhões de anos. De 2013 a 2026,
o berço das águas sentiu as mudanças climáticas e a recarga dos aquíferos foi
prejudicada. O aumento de perfurações de
poços artesianos na bacia do Ribeirão das Lajes, entre os quilômetros 15 e 27,
está provocando redução da vazão das nascentes e do volume dos córregos que
nele desembocam.
As tempestades arrasadoras e letais em várias regiões
do nordeste do país, pouco ajudam a recarregar os aquíferos em razão da
generalizada deflorestação e aumento das áreas urbanas que implodem os
ecossistemas. É lamentável que o bioma Cerrado esteja sendo desvirtuado. A
regeneração de uma área, para o bom funcionamento de uma floresta, requer mais
de 50 anos se preservarmos a vegetação nativa.
Nos próximos quatro meses sem chuva, os
administradores da água no DF devem reforçar o controle sobre o uso da água
para proteger as nascentes e os mananciais que ainda resistem à saga da
indústria imobiliária e dos invasores inescrupulosos. Nos próximos quatro meses a baixa umidade, os
ventos secos causarão doenças respiratórias agravadas com as queimadas
tradicionais e o gás expelido por 2 milhões de automóveis, no Distrito Federal.
A rede hospitalar, já insuficiente no DF, deverá ampliar sua capacidade de
prevenção e de atendimento à população.