COP/21 PARIS / DEZEMBRO 2015
CONFERÊNCIA DAS PARTES
Há que estar preparado para um enfrentamento de gigantes na COP/21. Tigres, hipopótamos e elefantes, isto é, as empresas de extração de petróleo e xisto betuminoso versus mudanças climáticas.
Elas atuarão, nos bastidores e abertamente, junto aos representantes políticos dos 190 países que debaterão as mudanças climáticas.
Centenas de ONG’s e Fundações de proteção ao ambiente, à biodiversidade, à saúde pública estarão nas ruas para propor alternativas ao combustível fóssil.
Os maiores aliados dos extrativistas poderosos são os não menos potentes fabricantes de automóveis que financiam a mídia internacional e partidos políticos em todos os países.
Até agora, só o The Guardian e o Le Monde se propuseram a apoiar os movimentos de proteção à vida no planeta. Criaram em seus jornais um caderno específico para o debate ecológico.
COMENTÁRIOS SEMANAIS SOBRE MEIO AMBIENTE, POLÍTICA, LITERATURA E OUTRAS SUTILEZAS DO COTIDIANO.
sábado, 11 de julho de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
PAQUISTÃO
Paisagem cada dia mais comum no planeta Terra: Paquistão, São Paulo, Bahia, Pernambuco, México.
O calor de 45 a 48 graus já
matou mais de 700 pessoas no Paquistão, fato previsto no livro CONTAGEM
REGRESSIVA (Alan Weisman). É o resultado do desmatamento e do uso de aquíferos
para produzir arroz e que está secando o Indo, principal rio do país. Pior, a
população estimada para as próximas décadas é de 500 milhões de paquistaneses
ameaçados pela fome e pelo calor. O Cerrado e o DF, segundo estatísticas
oficiais, estão no mesmo caminho e estamos longe de acordar.
terça-feira, 16 de junho de 2015
TRABALHO ESCRAVO
O trabalho dignifica, dizia-se muito antigamente.
Perguntei a uma dezena de pessoas por que vão trabalhar
Com tanta beleza no universo para uma curta vida, a espécie humana está aceitando conformada uma nova forma cruel de escravidão trabalhista.
. Com exceção de uma resposta de aposentado, fazendo bico para levar a neta à Disney, as demais tinham como motivação: 24 a 36 prestações do carro, o colégio das crianças, o seguro saúde, a conta da luz e da água, os impostos anuais, o transporte, o supermercado.
sábado, 13 de junho de 2015
MUDAR PARA MUDAR
A evolução da espécie humana
se fez em longas e difíceis caminhadas. A história está repleta de êxodos. Há
que abrir caminhos para sobreviver.
Os sinais, os alertas, os
alarmes e os fatos climáticos já soaram. Ou mudamos o rumo de nossas relações com
a natureza ou seremos mudados. A mudança começa enchendo as ruas de cidadãos convencidos
de seu poder e impelidos pela liberdade de escolher.
Se milhões de trabalhadores decidem
se dirigir a seus postos de trabalho a pé, em bicicleta ou ônibus, vindos do Plano
Piloto, Valparaíso, Santa Maria, Samambaia ou Sobradinho, sem medo de que lhe
cortem o ponto, a era do combustível fóssil começa a mudar.
Se milhares de funcionários
públicos decidem ir aos ministérios, autarquias, empresas públicas e bancos a
pé, em bicicleta ou ônibus sem medo de não completar relatórios e pareceres
inócuos, a era do combustível fóssil começa a mudar.
Deputados, senadores e
ministros, para não serem vaiados, irão a seus gabinetes a pé, em bicicleta ou
ônibus sem medo de atrasar discursos ou propor leis que não pegam. A presidente
do país irá de bicicleta ao Palácio do Planalto assinar os projetos de lei que
mudam o rumo dos investimentos. A classe política e a elite empresarial sentirão
nos pés a necessidade de propor mudança no rumo dos investimentos.
A multidão silenciosa
recuperará o espaço que milhares de carros lhe usurparam para enterrar em vias,
viadutos e estacionamentos o dinheiro que falta à educação, à saúde e ao
bem-estar.
A mudança começa ao tomar as
ruas de todas as cidades com liberdade e poder coletivo.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
COP/21 – PARIS 2015
COP - Conferência das Partes
Só a mobilização massiva da população
pode nos despertar para a gravidade climática que vivemos. Essa mobilização ajudará
a nos preparar para as duras mudanças que se gestam no planeta e que afligirão
cruelmente nossos netos e bisnetos.
Serão ações drásticas da
mesma intensidade das que estão deteriorando o planeta.
A resistência dos
escravos, dos antirracistas, das feministas, das vítimas da discriminação sexual
tem que alimentar a mobilização de massa.
A era do combustível fóssil domina
as decisões políticas e econômicas e escraviza a espécie humana em todos os
continentes.
É preciso libertar-se dela.
Amanhã, sugerirei uma
proposta que, certamente, não aparecerá na COP/21.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
A
INVASÃO URBANA, também dita urbanização.
O
espaço físico de um bioma, no qual convivem milhares de espécies vivas, é
limitado em área e em capacidade de alimentar seus habitantes.
Diferentemente
de outras espécies, a população humana tende a se expandir de forma ilimitada.
Pressiona o espaço e se espraia sobre ele de várias formas.
A
ocupação dos espaços, sem critérios ecológicos de urbanização, como acontece no
DF, desrespeita os cursos de água, a vegetação nativa e o habitat da fauna.
Empobrece o bioma.
Altera
a convivência social. Acirra a competição. Dificulta a cooperação entre os
seres humanos e a natureza.
Cria
obstáculos quase insuperáveis à mobilidade e à prestação de serviços básicos.
Uma
política de planejamento urbano deve incluir critérios de rigorosa limitação da
ocupação do espaço segundo sua capacidade física e natural.
O
adensamento pode ser uma solução para a preservação do bioma com a condição de
limite de população que demandará água, energia, saneamento, transporte
público, escolas, postos de saúde, teatros, museus, pontos de abastecimento,
locais de trabalho. Adensamento está sendo confundido com entupimento urbano.
Modernos aviários humanos.
O
aspecto holístico está totalmente esquecido no planejamento e na execução urbana.
domingo, 7 de junho de 2015
O RETORNO DAS ÁGUAS
(Foto: Construção de barragem de pedras para contenção de águas pluviais. Sítio das Neves.)
Em 2005, percebendo as dificuldades futuras do acesso à água escrevi
um pequeno livro – edição bilíngue – O RETORNO DAS ÁGUAS. Nele exponho como é
fácil captar e deter água da chuva com a imprescindível presença das árvores para
recarregar os aquíferos.
Por isso, falo pela água porque, no DF, a urbanização, o desmatamento
e a monocultura calaram as águas.
Falo pelas árvores, vivas ou mortas, porque as motosserras, as
construtoras, as queimadas e a população calaram as árvores.
O grito das nascentes e o grito das árvores anunciam a proximidade do
precipício para onde o consumismo arrasta a espécie humana.
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