quarta-feira, 28 de outubro de 2026

 RESERVA SÍTIO NEVES

(Comentário de Napoleão Valadares, mineiro, advogado, escritor, membro da Academia de Letras do Brasil, da ANE e do IHGDF)
Chega-me o livro Desabafo de um Cidadão Obscuro, de Eugênio Giovenardi. Nele, o capítulo ‘Reserva Sítio Neves em Caráter Perpétuo”, em que o autor trata de suas conversas com as árvores e outros coisas relacionadas à ecologia. Aliás, ecologia é com ele mesmo. Escritor de diversos livros, muitos deles voltados para a preservação da Natureza. Lembro-me de quando realizamos o Encontro de Escritores em Arinos, em 20 de maio de 2022. Uma das palestras proferidas era a dele, com o título de “A Água do Urucuia”. No momento em que anunciei a palestra e informei que no sítio de Giovenardi há dezesseis espécies de cobras identificadas, nas quais ninguém toca, houve um espanto no auditório lotado de “degredados filhos de Eva” (inimigos das serpentes). Pois bem, no livro em referência, Giovenardi diz que tornou-se “hóspede da biocomunidade com as árvores, as curicacas, as abelhas, os colibris, as seriemas, as cobras, as saracuras e a multidão de insetos que glorificam a teia da vida da Reserva Sítio Neves.” Assim deveríamos ser todos nós. Deveríamos ser incansáveis lutadores pela preservação da Natureza, a fim de que a vida seja mais completa, seja mais vida. Eugênio Giovenardi, ecologista inveterado, tem um trabalho gigantesco nessa área. Não vi outro igual. Que ele prossiga nessa luta. E que possamos acompanhá-lo.
                                                            Napoleão Valadares

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