sexta-feira, 21 de novembro de 2025

PERGUNTAS – DÚVIDAS – AFIRMAÇÕES

 

PERGUNTAS – DÚVIDAS – AFIRMAÇÕES 

 * Para onde vai o mundo, perguntam-se vítimas desesperadas diante de guerras de extermínio.

·          * Para onde caminha o Brasil? A corrupção jurídica, política, econômica e bancária pode ser classificada como crime organizado?

·          * Que será de Brasília, atacada de leucemia administrativa e desordenamento urbano?

·          * A biodiversidade que engloba humanos e não humanos é a riqueza inquestionável da auto-organização da natureza.

·          * Os biomas e seus ecossistemas, nacionais e universais são interativos e interdependentes, se comunicam pelo sistema ambiental – solo, subsolo, água, clima, ar. Romper esse sistema em pedaços é inviabilizar a teia da vida no planeta.

·         *  Os aquíferos também secam e as nascentes são as vítimas.

·          * As três maiores organizações socioambientais da vida, no planeta, são dirigidas por energias femininas ─ abelhas, formigas/térmitas e aranhas.

·          * Vidas se alimentam de vidas numa permanente reciclagem e evolução.

·      *  A auto-organização da Natureza não aceita mudanças nem emendas em sua constituição. É administrada por autogestão.

·          * Nenhum rio, pequeno ou grande chega sozinho ao mar. Juntos levam as mensagens, por vezes catastróficas, dos 8 bilhões de usuários do sistema natural.

·         *  Queremos paz! Dizem os administradores do crescimento econômico, da inteligência artificial e das guerras intermináveis entre humanos, com vítimas não humanas.

·         *  Informa-se que, pelo menos, seis grandes países em diferentes pontos geopolíticos da Terra, tem armas letais para exterminar a vida humana e não humana no planeta. Mas a corrida armamentista se apressa para a chegada fatal!!!

·      *     O aumento do consumo de bens da natureza, pela crescente população mundial, está esgotando as energias do planeta.

·      *     O bioma Cerrado, reserva hídrica das seis Regiões Político-administrativas do Brasil, sofre de leucemia ambiental incurável.

·       *    O tempo da natureza não é o do relógio suíço. Plante uma árvore, hoje! O resultado você verá em 20 ou 30 anos.

---------------------------------

 Comparativo de chuvas ent

re 1/11/ e 20/11 – (20 dias)

 2024 -  329,1 mm               2025  -  96,0  mm

Irregularidade das chuvas: mudanças climáticas globais. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

8 BILHÕES DE ENVENENADOS

 

NO PLANETA AZUL, SOMOS

8 BILHÕES DE PESSOAS ENVENENADAS

É humilhante sermos 8 bilhões e 500 milhões de seres humanos, e outros tantos não humanos, permanentemente vítimas de inimigos criados dentro de casa, no ecossistema planetário. Os criminosos, em situação de rua, conhecidos como carbono (CO2), acompanhado de outros gases, o dióxido de nitrogênio (NO2), o dióxido de enxofre (SO2), o ozônio troposférico (O3) na baixa atmosfera terrestre, o metano (CH4) e agrotóxicos combinados atuam como guerrilheiros escondidos no solo, no subsolo, no ar, na água, nos alimentos. Essas substâncias, letais para toda a biodiversidade, têm a ver com as intervenções diárias que a espécie sapiens faz no sistema integrado de interações e interdependências ─ solo, subsolo, água e ar, ao longo e largo do planeta.

As meigas e generosas florestas, nossas defensoras, são atacadas por desapiedadas motosserras, fogo arrasador, máquinas vorazes e por mentes ambiciosas, ditatoriais, que dirigem a tragédia de um modelo de exploração autofágica, a disseminar, irrefreavelmente na atmosfera, substâncias venenosas sobre toda a teia da vida planetária. Essas substancias liberadas pelas atividades humanas, em nome do crescimento econômico, provocam o efeito estufa, interrompem a circulação normal dos raios solares e o equilíbrio das temperaturas globais. Geram instabilidades climáticas e o descongelamento de geleiras. Já se produziram mapas que mostram o novo rosto do planeta Terra, com ausência de dezenas de países engolidos pela invasão das águas dos oceanos.

A trigésima COP, em águas amazônicas, repete a clássica leitura da natureza e dos ecossistemas, apoiada no aperfeiçoamento infinito da tecnologia, sob o prisma da exploração das riquezas naturais gratuitas, do crescimento econômico e do desenvolvimento social. Diante de confessados e reiterados erros, alivia-se a consciência criativa e empreendedora da exploração econômica, propondo-se enganar a natureza com promessas de sustentabilidade. A compreensão e o conhecimento da auto-organização da natureza, o funcionamento dos ecossistemas, para manter em seus tempos, há bilhões de anos, o sustento e a reprodução da biodiversidade vegetal e animal são levianamente substituídos pela impositiva exploração econômica com requintes de arte e beleza artificial.

A COP/30, se ainda há tempo cósmico, teria que responder a duas perguntas: é o crescimento econômico o responsável pelo colapso climático e pela emissão letal de gases tóxicos? Ou é o crescimento da população mundial que estimula a destruição de florestas e dos ecossistemas habitáveis?

Eugênio Giovenardi – 91 - Ecossociólogo

terça-feira, 11 de novembro de 2025

RIO BONITO DO IGUAÇU

 RIO BONITO DO IGUAÇU

Em 1950, dirigia-me a Foz do Iguaçu em visita a minha família. O tempo chuvoso nos obrigou a pousar numa estalagem próxima à rodoviária de Laranjeiras, no coração do Paraná. Era época de longas chuvas e tremendos atoladouros. Falava-se, naquela época, em derrubada de pinheiros araucária para futuros campos de soja, milho, trigo. Vendavais no Paraná sempre houve. A pequena cidade de Rio Bonito do Iguaçu nasceu depois que seus vales e colinas se cobriram de soja. O drone indiscreto, que mostrou a cidade arrasada, fez um giro nas imediações e mostrou o vazio que, em 1950 ainda estava coberto de pinheirais.
Que é um tornado? É a mistura de ventos frios e quentes que giram furiosamente em alta velocidade. Um gigantesco liquidificador que se expande em campo aberto e moi freneticamente o que encontra pela frente. Ninguém esperava que 75 anos depois de arrasar a floresta de araucárias e grandes árvores no Paraná, transformadas em tábuas e ripas, um liquidificador gigante viesse moer milhares de casas, estruturas de ferro, carros e emudecer, pateticamente,14 mil pessoas em Rio Bonito do Iguaçu. Há liquidificadores potentes a caminho pelos céus do planeta. Passam pela Índia, Paquistão, Cuba, Estados Unidos, Brasil.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

CERRADO – DESMATAMENTO - DEFAUNAÇÃO

 CERRADO – DESMATAMENTO - DEFAUNAÇÃO

Há 525 anos, os banhistas originários do Paralelo-15, perambulando pelas areias quentes da costa atlântica, se surpreenderam com estranhas caravelas, vindas de um mundo desconhecido. Depois da grande transformação do planeta, há estimados 65 milhões de anos, o Cerrado, nas terras do Planalto Central, no coração do futuro Brasil, começou sua caminhada e se tornou a caixa d´água de nossos grandes rios que irrigam as seis regiões do país. Os primeiros seres humanos, nossos habitantes originários das florestas e águas denominadas Amazônia, acamparam ali, com arcos e flechas, há mais de 30 mil anos, segundo os vestígios culturais recentemente desenterrados.

Em apenas cinco séculos, os povos da Europa, com novas filosofias e perturbadoras teologias, armas explosivas, doenças contagiosas e fogo avassalador, empurraram os habitantes originais da costa brasileira aos confins da selva sem possibilidade de regresso. Foi o maior, mais cruel e mais avassalador ¨tarifaço cultural¨ contra povos, sua organização social, seus idiomas, sua filosofia de vida, suas crenças e sua soberania. Há 40 mil anos, o homo sapiens tomou as terras dos Neandertais e os enterrou nas cavernas do Neander, Alemanha, de Lascaux, França, de Atapuerca, Burgos/Espanha e Gibraltar/Portugal.

A tecnologia moderna, a Inteligência Artificial e as Terras Raras, seguindo as lições da história, nos previsíveis 40 anos, apagarão a história milenar das culturas e habitantes que honram as águas e as florestas da fulgurante natureza brasileira.

Os sinais dessa fatal desaparição de nossos predecessores originais deste imenso país são visíveis no rosto do Cerrado. O bioma Cerrado, que me acolheu há 53 anos, me ensinou a gramática, o idioma e a inteligência ambiental. Em 40 anos, o antigo Cerrado será conhecido como Deserto Agro-Urbano do Planalto Central do Brasil.

Os aquíferos Araxá, Paranoá, Bambuí e Urucuia, secarão como o Guarani e o Alter do Chão, não terão força para abastecer Águas Emendadas. A Caixa d´Água do Brasil estará no livro de memórias da história natural.

A agonia lenta do Cerrado é provocada por práticas destruidoras e desertificadoras.  Queimadas persistentes e impermeabilização rígida do solo, com quilômetros de vias asfaltadas e milhares de prédios imponentes expulsam da cidade bilhões de metros cúbicos de águas gratuitas das chuvas anuais. Sem florestas nativas, sem alimentação diversificada, com nascentes e córregos secos, determina-se o fenômeno da defaunação ou desaparecimento de milhares de seres vivos não humanos ─ empobrecimento da biodiversidade original, morte ou desterro de grandes, médios e pequenos animais, o silêncio da majestosa coleção de aves diurnas e noturnas.

Devo, em nome de todas as vidas da Biocomunidade Sítio Neves - primeira Reserva do Patrimônio Nacional do Distrito Federal, declarada em 2023 – agradecer à família dos cinco sobreviventes da família Macacos-prego-negrito (Sapajus Negritus), por terem semeado mais de cem Palmitos às margens do Córrego da Mata Azul de águas cristalinas.

 Imagem: A irregularidade das chuvas é consequência de mudanças climáticas a serem enfrentadas com sabedoria. Chuvas de outubro 2024 X 2025. 

DIA

OUTUBRO 2024

OUTUBRO 2025

1

0

0

2

0

0

3

0

0

4

0

0

5

0

0

6

0

0

7

4,5

0

8

0

0

9

0

0

10

10,7

0

11

3,2

0

12

0

0

13

0

16,5

14

19,7

0

15

1,0

3,8

16

9,5

0

17

39,6

0

18

21,0

3,8

19

1,5

0

20

0

1,8

21

19,0

0

22

12,0

0

23

1,4

0

24

6,4

0

25

2,0

0

26

0

0

27

0

      0

28

18,2

    0

29

0

  0

30

8,5

0

31

0

0

TOTAL

177,2

25,9

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

A COP/30 E O CERRADO

 

A COP/30 E O CERRADO
Convivo com o Cerrado, berço das águas, há 52 anos. Sobre ele se erguem cidades, rodovias, campos de soja, pastagens de gado, desviam-se rios, cobrem-se fontes de água, empobrece-se a biodiversidade vegetal e animal. O Cerrado sofre de hemorragia incontrolada e o sangramento é visível em todos os ecossistemas do generoso bioma. O estado de palidez é emergencial e demanda atenção ecológica imediata. “O Cerrado tem pressa”, escreveu o
engenheiro florestal CESAR VICTOR DO ESPÍRITO SANTO. Diante de tudo o que se ouve e vê, fica a impressão de que o Cerrado não faz parte do Ministério do Meio Ambiente. Entre 2019 e 2025, segundo fontes preliminares do Prodes/Inpe, foram desmatados cerca de 15 mil km2 de Cerrado, três vezes o tamanho do Distrito Federal. O Cerrado já perdeu a potência de 1.100.000 km2. Se a COP/30 ficar apenas em Belém e na Foz do Amazonas, a caixa d´água do Cerrado cobrará a conta nos próximos cinco anos. As chuvas atrasadas, deste ano 2025, absorvidas por queimadas, campos desnudos de soja, impermeabilização das cidades do Planalto Central e a invasão de poços artesianos levarão mais de 10 anos para chegar aos aquíferos. Neste período longo de estiagem, que ainda não acabou, muitas nascentes diminuíram drasticamente a vazão ou secaram. As águas dos pequenos córregos se esconderam na areia e submergiram. Os biomas do Brasil não são independentes. Eles se comunicam e se complementam. A destruição do Cerrado é a catástrofe para oito das extensas bacias fluviais do Brasil. As águas do Cerrado sao EEMENDADAS.
Imagem: A função da vegetação nativa é reter as águas da chuva e facilitar sua infiltração e percolação até os lagos interiores ou aquíferos. (Biocomunidade Sítio Neves, DF. Foto: Eugenio Giovenardi)



terça-feira, 30 de setembro de 2025

CHUVAS DE SETEMBRO ▬ ANOS 2013 a 2025

 

CHUVAS DE SETEMBRO  ▬  ANOS 2013 a 2025

SÍTIO NEVES – BR 060 – KM 26 – DF -

Em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2    

 MÊS                                      MM/MÊS           TOTAL/ANO/ MM

 2013                               –         40,25             2.255,6

2014                               –         31,8               1.677,5

2015                               –         39,3               1.642,7

2016                               -          16,6               1.921,7

2017                               ─         10;5               1.478,7

2018                               –          37,5               1.760.5

2019                               –          19,3                1.069.3

2020                               ─         14,7                1.787,8

2021                                ─        16,2                1.710.8

2022                               ─          63,5               1.279,2 

2023                               ─          28,2               1.323.4 

2024                               ─            0,0               1.770,9

2025                                          12,4                  526,2 (no ano)

 Durante 156 meses (doze anos), registro e publico os volumes de chuva, captados pelo pluviômetro autorizado pela Agência Nacional de Águas, na área da Bacia Hidrográfica do Ribeirão das Lajes. É lamentável que mais da metade do bioma Cerrado esteja sendo desvirtuado. A regeneração de uma área, para o bom funcionamento de uma floresta, leva mais de 50 anos. Nos últimos 13 anos, o volume de águas do período chuvoso vem diminuindo alarmantemente, acompanhado de tempestades arrasadoras e letais em várias regiões do país.

O Sitio das Neves (700.000 m2) registrou, ao longo do mês de setembro, 12,4 mm ou litros. Nesses treze setembros, apenas em 2024, não se registraram chuvas. A irregularidade das chuvas indica que a mudança do clima não é apenas um alerta. É uma realidade! O acumulado de chuvas do ano de 2025, é de 526,2 mm (ou litros por m2), em média equivalente a 58,4/litros/mês ou 1,94 litros/dia por m2, na região da microbacia do Ribeirão das Lajes, no Distrito Federal. No Sítio Neves, esse volume por m2 corresponde a 1.360.800 litros dia retidos no solo, graças a intensa vegetação nativa. A função da vegetação nativa é manter a vazão das nascentes no período de estiagem, quando a umidade do ar baixa a menos de 30%.

 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

O MITO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

 

O MITO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

palavras, em nosso idioma, frequentemente ditas, que requerem um complemento, advérbio ou adjetivo para significarem uma ação ou um resultado. Desenvolvimento é uma delas. A ONU lhe agregou, em 1987, (há 38 anos), o advérbio sustentável. Quem ou o que sustenta o desenvolvimento?

Vamos saber por que o desenvolvimento sustentável é um mito socioeconômico, imposto como narrativa universal, fantástica e simbólica, inocente e pacífica. Para reforçar e dar divulgação continuada ao mito, em 2015, agregaram-se 17 pontos de chegada para:  a) acabar com a pobreza; b) proteger os ecossistemas e c) gozar de paz, com data prevista para 2030.

Os mitos são transmitidos oralmente, por imagens, por programas escritos, adaptados a preservar o conhecimento de diferentes culturas e pretendem ter função educativa e social.

 Os mitos carregam ensinamentos morais, valores sociais e ajudam a dar um sentido à vida dentro de uma comunidade. O mito é uma narrativa sagrada e importante, que confere realidade aos eventos que anuncia. 

A incredibilidade do mito, porém, se manifesta nos fatos e no crescimento dos beneficiários.

Em 1987 a população mundial era de 5 bilhões, dos quais 700 milhões em extrema pobreza.

Em 2025, a população mundial é de 8,5 bilhões, dos quais 2 bilhões são pobres.

As guerras em andamento, com milhares de mortos, de todas as idades, destruição de escolas, hospitais, residências, pontes, fontes de alimentação, poluição ambiental das águas e do ar, são desesperadoras.

A Amazônia brasileira, nesse tempo, perdeu um terço de sua floresta. Seus habitantes originais, dizimados pelas queimadas, pela mineração, por doenças e insuficiente alimentação.

O Cerrado vem sendo desmatado a ferro e fogo, reduzido à metade de sua área global de 2.045.000 km2.

Três quintos da superfície aproveitável do planeta está ocupada e degradada, à espera de novas atitudes socioambientais da espécie sapiens.

A pergunta espontânea, inocente e pacífica que os críticos da mítica narrativa socioeconômica poderiam fazer:

QUEM SE BENEFICIA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?