sexta-feira, 31 de julho de 2026

CHUVAS DE JULHO ▬ ANOS 2012 a 2026

 

CHUVAS DE JULHO ▬ ANOS 2012 a 2026

BIOCOMUNIDADE SÍTIO NEVES – BR 060 – KM 26 – DF –

RESERVA PERPÉTUA DO PATRIMÔNIO NACIONAL DESDE 2023

CHUVAS em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2    

 MÊS                                      MM/MÊS           TOTAL/ANO/ MM

2012                                                           2.260,0

2013                               –           0.0           2.255,6

2014                               –           3.0           1.677,5

2015                               –           0.0           1.642,7

2016                               -            0.0          1.921,7

2017                               ─           0.0          1.478,7

2018                               –            0.0          1.760.5

2019                               –            0.0          1.069.3

2020                               ─           0.0          1.787,8

2021                                ─          0,0          1.710.8

2022                               ─           0.0          1.279,2 

2023                               ─           0,0          1.323.4 

2024                               ─           0,0          1.770,9

2025                                          0.0          1.044,0

2026                                          0,0            709.8 (neste ano - até 31.7.26)

 

Durante 156 meses (13 anos), registro e público os volumes de chuva, captados pelo pluviômetro autorizado pela Agência Nacional de Águas, na área da Bacia Hidrográfica do Ribeirão das Lajes. Nos últimos 13 anos, as águas do período chuvoso têm sido de altos e baixos volumes, no Distrito Federal. No mês de julho, como indica a tabela, em 2014 o volume foi de 3,0 mm. Como se percebe, o Tempo não tem compromissos com previsões nem com desejos humanos. Os não humanos sabem disso há bilhões de anos. De 2013 a 2026, o berço das águas sentiu as mudanças climáticas e a recarga dos aquíferos foi prejudicada.  O aumento de perfurações de poços artesianos na bacia do Ribeirão das Lajes, entre os quilômetros 15 e 27, está provocando redução da vazão das nascentes e do volume dos córregos que nele desembocam.

As tempestades arrasadoras e letais em várias regiões do nordeste do país, pouco ajudam a recarregar os aquíferos em razão da generalizada deflorestação e aumento das áreas urbanas que implodem os ecossistemas. É lamentável que o bioma Cerrado esteja sendo desvirtuado. A regeneração de uma área, para o bom funcionamento de uma floresta, requer mais de 50 anos se preservarmos a vegetação nativa.

Nos próximos quatro meses sem chuva, os administradores da água no DF devem reforçar o controle sobre o uso da água para proteger as nascentes e os mananciais que ainda resistem à saga da indústria imobiliária e dos invasores inescrupulosos.  Nos próximos quatro meses a baixa umidade, os ventos secos causarão doenças respiratórias agravadas com as queimadas tradicionais e o gás expelido por 2 milhões de automóveis, no Distrito Federal. A rede hospitalar, já insuficiente no DF, deverá ampliar sua capacidade de prevenção e de atendimento à população.

Nenhum comentário: