quinta-feira, 10 de outubro de 2024

ESPERADAS CHUVAS DE OUTUBRO

 

ESPERADAS CHUVAS DE OUTUBRO

 

Enigmas da chuva (9.10.2024), de Severino Francisco, cronista da cidade, com bom humor e sinais de frustração, pela seletividade dos locais banhados com grossas gotas, acha que a natureza está enviando recados sutis. A natureza é simples e direta em suas falas milenares. Não é enigmática nem errática ou velhaca, como sugere o cronista. A manifestação da natureza e os fenômenos climáticos têm um sentido linear, transparente e independente. Lembrem da expressão “aos quatro ventos” filhos do Cosmo. Os ventos se adaptam ao tipo de caminho que encontram pela frente. O corte contínuo de árvores que arrasam uma floresta, ou uma queimada avassaladora e cruel que desnuda montanhas e vales abrem caminho para os ventos, com ou sem chuvas nas nuvens que arrastam. As megacidades e as alturas de seus edifícios são as pedras no caminho dos ventos. E as chuvas caem onde o vento as leva. Então, mexeu com os ventos, mexeu com as chuvas. Eles estão casados há bilhões de anos. Não foram avisados de nossa presença pedante. Cumprem com suas tarefas físicas. Eles prescindem de inteligência artificial. Usam com propriedade e independência a inteligência natural que a espécie humana parece não mais usá-la. Vegetais e animais da Biocomunidade Sítio das Neves, em dois dias, 7 e 8, receberam 7.140.000 litros de água e os guardaram no cofre enterrado no solo.

 

A convite da Agência Nacional de Águas, o Sítio das Neves, por meio do projeto HidroObserva, agora compõe a Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN).

domingo, 6 de outubro de 2024

162 DIAS SEM CHUVA NO DF

162 dias sem chuva no DF

1.10.2024 

Acompanhando a vazão das nascentes do Sítio das Neves (DF), desde 2012, depois de 162 dias sem chuva, registrada no Pluviômetro, atrevo-me a pôr em dúvida o sistema de monitoramento do volume de água no reservatório do Rio Descoberto e a informação veiculada pelo ogão administrativo, ADASA. A aferição da régua sem inspeção profunda, por meio de sensor hídrico de alta precisão, da altura da camada de assoreamento, produzida durante 50 anos pelas águas pluviais, é uma informação errada e deseducativa. A capacidade estimada, no projeto da barragem do Rio Descoberto, inaugurada em 1974, é de 1,3 kilômetro cúbico. O assoreamento, nesses 5 anos deve ter reduzido fortemente a capacidade de acumulaçao das águas captadas de pequenas nascentes e das águas da chuva. O racionamento pode estar sendo feito de forma administrativa e sem alarde. Interromper o consumo de água para um bairro de 120.000 habitantes, durante um dia para execuçao de "serviços técnicos", significa poupar forçadamente 120.200.000 litros do precisoso líquido.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Chuvas de Setembro - 2013-2024

 

CHUVAS DE SETEMBRO    ANOS 2013 a 2024

Em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2  ANOS   MÊS    TOTAL             ANO/ MM

2013                                         40.5                 2.255,6

2014                                         38.1                 1.677,5

2015                                         39.3                 1.642,7

2016                               -          16.2                  1.921,7

2017                               -          10.5                 1.478,7

2018                                         37.5                 1.760.5

2019                                         20.3                 1.069.3

2020                                         14.7                 1.787,8

2021                                -         13.2                  1.710.8

2022                                         63.5                 1.279,2 

2023                               -          28.2                 1.323.4) 

2024                               -          00.0                  1.003,5 (no ano)

Aos que seguem o movimento das águas pluviais durante o ano, ofereço os dados coletados, no mês de SETEMBRO dos últimos 12 anos, graças ao pluviômetro instalado pela Agencia Nacional de Aguas (ANA), no Sítio das Neves. Os dados refletem a situação pluviométrica de parte da Bacia do Descoberto e Micro Bacia do Ribeirão das Lajes, DF. O acumulado de chuvas do ano de 2024, é de 1.003,5 mm (ou litros por m2,) na região da microbacia do Ribeirão das Lajes, no Distrito Federal. O mês de SETEMBRO, em 12 anos, atesta 0.0 mm de chuvas, em 2024. A estação eletrônica meteorológica do Sítio das Neves registrou temperatura de 11 graus às 6Hs, no dia 1.9. e umidade do ar variando de 90% no começo do mês para 71%, no dia 30.9, à mesma hora. A umidade durante o dia chegou 22 graus, mesmo com mata ciliar espessa e o curso dos dois córregos tributários do Ribeirão das Lajes. A vegetação nativa, com experiência milenar, suporta corajosamente os meses secos, mostram ainda as caliandras, que não dão sinal de chuvas até o último dia do mês. O Embiruçú, com seus 160 anos de vida no Cerrado, que prevê as chuvas abrindo suas flores brancas, ainda está em profunda meditação. Algumas frutas, como mama-cadela e marmelo do Cerrado oferecem seus sabores. Os grandes e imponentes angicos espalham sementes minúsculas a esperar a chuva. As águas resistem graças à vegetação nativa e a espessa camada de raízes que retêm a unidade na área da vereda protegida. Impávido, o grupo de buritis ainda infantes, conservam água no pé.


NO GRÁFICO, a instabilidade das chuvas é o tormento dos meteorologistas e a angústia dos consumidores.

 Imagens: Conheço esse indivíduo há 50 anos, Embiruçu. A Caliandra, também dita ciganinha, prefere o tempo seco e se esconde no período seco.


 

 




quinta-feira, 19 de setembro de 2024

EDUCAÇÃO CLIMÁTICA

 

EDUCAÇÃO CLIMÁTICA

O programa de educação aplicado universalmente nas escolas da Finlândia, há mais de cem anos, inclui noções atualizadas sobre proteção e conservação de florestas e das águas de cerca de 120 mil lagos. Pinheiros, juníperos, bétulas, framboesas, mirtilos nativos fazem parte da cultura ambiental e social. O fogo é um pesadelo nos meses de verão, de julho a setembro, culturalmente proibido e evitado. O que presenciamos, no Brasil, todos os anos, não é terrorismo climático. É ignorância ambiental e 100% de despreparo. As crianças brasileiras, desde a creche ao primeiro ano do abc, dominam alta tecnologia e estão aptas a receber informações atualizadas sobre a importância das florestas e a qualidade de nossas águas. A proteção e a regeneração de nossos biomas e ecossistemas dependem da correta e técnica informação e amor pela natureza, adquiridos pelas crianças com o leite materno e na escola primária.

domingo, 15 de setembro de 2024

FOGO E ÁGUA

 Em outubro festejaremos o cinquentenário da Biocomunidade do Sítio das Neves.

FOGO E ÁGUA
É a vida que importa!
Há 20 anos, os estudiosos dos fenômenos naturais, diante do aquecimento insano causado pela ação humana, alertaram: dois acontecimentos apocalípticos ameaçam a vida no planeta ─ incêndios incontroláveis e inundações arrasadoras. O Brasil já entrou no esquema. As árvores e os pequenos animais não têm para onde fugir. As aves abandonaram os ovos e os filhotes nos ninhos. Milhares, se não milhões de vidas foram queimadas. As águas se refugiaram a grandes profundidades. A biodiversidade está mutilada e sem restauração. Nossa geração perdeu a batalha e a guerra. A natureza sempre vence! Ela conta, agora, com as crianças e confia no generoso esforço para que, nas escolas, os professores ensinem menos inteligência artificial e mais inteligência natural para proteger as vidas humanas e não humanas. Contem às crianças que as árvores têm alma

terça-feira, 10 de setembro de 2024

JUCÁS DESNUDOS!

 JUCÁS DESNUDOS!

CHÃO DE FOLHAS SECAS,
CÉU AZUL-FUMAÇA,
AR CONTAMINADO E SECO.
Moro em Brasília há 52 setembros.
Recebo a mais sábia lição de economia de água.
Oferecida pelo grupo alegre de Jucás,
Meus vizinhos na Quadra 406 Sul.
Despem-se de folhas, para poupar a seiva -
Essência da vida!
“Homens, reparem bem que as árvores têm alma!
Reparem que à noitinha, à luz do lusco-fusco,
O ruído, os sons, a vida estancam-se de brusco
E cada árvore fica imersa num cismar
De quem compreende e sente a dor crepuscular.”
(Paulo Setubal - +1937)

domingo, 1 de setembro de 2024

CHUVAS DE AGOSTO 2024

 

CHUVAS DE AGOSTO    ANOS 2013 a 2024

Em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2  ANOS   MÊS    TOTAL         ANO/ MM

2013                                         3.1           2.255,6

2014                                         3.0           1.677,5

2015                                         0.0           1.642,7

2016                               -          56.2          1.921,7

2017                               -           0.0            1.478,7

2018                                        12.5            1.760.5

2019                                         0.0            1.069.3

2020                                         0.0            1.787,8

2021                                -         14.0            1.710.8

2022                                         0.0            1.279,2 

2023                               -          23.0            1.323.4) 

2024                               -           0.0             1.003,5 (no ano)

 

Aos que seguem o movimento das águas pluviais durante o ano, ofereço os dados coletados, no mês de AGOSTO dos últimos 12 anos, graças ao pluviômetro instalado pela Agencia Nacional de Aguas (ANA), no Sítio das Neves. Os dados refletem a situação pluviométrica de parte da Bacia do Descoberto e Micro Bacia do Ribeirão das Lajes, DF. O acumulado de chuvas do ano de 2024, é de 1.003,5 mm (ou litros por m2,) na região da microbacia do Ribeirão das Lajes, no Distrito Federal. O mês de AGOSTO, em 12 anos, atesta 0.0 mm de chuvas em seis anos. A estação eletrônica meteorológica do Sítio das Neves registrou temperaturas de 11 graus às 6Hs com umidade do ar variando de 90% no começo de agosto para 71% no último dia à mesma hora. A umidade durante o dia chegou 22 graus, mesmo com mata ciliar espessa e o curso do Ribeirão das Lajes que ainda conserva uma vazão de um metro3 diário. A vegetação nativa, com experiência milenar, suporta corajosamente os meses secos, mostrando floradas exuberantes como as das paineiras e dos jacarandás do Cerrado, além de manacás, macaréa radula Fritzchia sertulári, caliandras além de outras em cores amarelas, brancas e roxas. As águas resistem graças à vegetação nativa e a espessa camada de raízes que retêm a unidade na área da vereda protegida.


O gráfico mostra a alternância das chuvas no mês de agosto.