terça-feira, 10 de setembro de 2024

JUCÁS DESNUDOS!

 JUCÁS DESNUDOS!

CHÃO DE FOLHAS SECAS,
CÉU AZUL-FUMAÇA,
AR CONTAMINADO E SECO.
Moro em Brasília há 52 setembros.
Recebo a mais sábia lição de economia de água.
Oferecida pelo grupo alegre de Jucás,
Meus vizinhos na Quadra 406 Sul.
Despem-se de folhas, para poupar a seiva -
Essência da vida!
“Homens, reparem bem que as árvores têm alma!
Reparem que à noitinha, à luz do lusco-fusco,
O ruído, os sons, a vida estancam-se de brusco
E cada árvore fica imersa num cismar
De quem compreende e sente a dor crepuscular.”
(Paulo Setubal - +1937)

domingo, 1 de setembro de 2024

CHUVAS DE AGOSTO 2024

 

CHUVAS DE AGOSTO    ANOS 2013 a 2024

Em milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2  ANOS   MÊS    TOTAL         ANO/ MM

2013                                         3.1           2.255,6

2014                                         3.0           1.677,5

2015                                         0.0           1.642,7

2016                               -          56.2          1.921,7

2017                               -           0.0            1.478,7

2018                                        12.5            1.760.5

2019                                         0.0            1.069.3

2020                                         0.0            1.787,8

2021                                -         14.0            1.710.8

2022                                         0.0            1.279,2 

2023                               -          23.0            1.323.4) 

2024                               -           0.0             1.003,5 (no ano)

 

Aos que seguem o movimento das águas pluviais durante o ano, ofereço os dados coletados, no mês de AGOSTO dos últimos 12 anos, graças ao pluviômetro instalado pela Agencia Nacional de Aguas (ANA), no Sítio das Neves. Os dados refletem a situação pluviométrica de parte da Bacia do Descoberto e Micro Bacia do Ribeirão das Lajes, DF. O acumulado de chuvas do ano de 2024, é de 1.003,5 mm (ou litros por m2,) na região da microbacia do Ribeirão das Lajes, no Distrito Federal. O mês de AGOSTO, em 12 anos, atesta 0.0 mm de chuvas em seis anos. A estação eletrônica meteorológica do Sítio das Neves registrou temperaturas de 11 graus às 6Hs com umidade do ar variando de 90% no começo de agosto para 71% no último dia à mesma hora. A umidade durante o dia chegou 22 graus, mesmo com mata ciliar espessa e o curso do Ribeirão das Lajes que ainda conserva uma vazão de um metro3 diário. A vegetação nativa, com experiência milenar, suporta corajosamente os meses secos, mostrando floradas exuberantes como as das paineiras e dos jacarandás do Cerrado, além de manacás, macaréa radula Fritzchia sertulári, caliandras além de outras em cores amarelas, brancas e roxas. As águas resistem graças à vegetação nativa e a espessa camada de raízes que retêm a unidade na área da vereda protegida.


O gráfico mostra a alternância das chuvas no mês de agosto.




quinta-feira, 29 de agosto de 2024

DESMATAMENTO E QUEIMADAS

 DESMATAMENTO E QUEIMADAS

 Ouço, há décadas, falar em projetos de PREVENÇÃO para deter a fúria do desmatamento e a insânia das queimadas. Propuseram queimadas programadas para impedir grandes incêndios florestais. O desmatamento continua e as queimadas se ampliam.

Temos exemplares leis ambientais! Não temos política ecoambiental! Por quê?  Porque a natureza, também dita meio-ambiente, está dividida politicamente em quatro ministérios independentes:

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO

MINISTÉRIO DO INTERIOR

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

Um só!  MINISTÉRIO da NATUREZA - Orientaria e ordenaria o uso dos elementos básicos do sistema físico - água, solo, ar, luz (Sol e temperatura) - do qual depende a população rural e urbana, para prover-se de alimentos saudáveis, habitação confortável, proteção da biodiversidade e da interação e interdependência de todos seres vivos humanos e não humanos. A natureza entraria em nossa casa. Um dia, a espécie sapiens imitará o colibri beijando flores e olhará para o alto como as girafas.

 Imagem. Fogo implacável no Cerrado do Distrito Federal que abriga a cidade-parque, capital do Brasil. (Foto Eugênio Giovenardi)


 

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Entrevista à Radio Ventana al Sur, em Helsinque

Comentários sobre ecologia planetária com trilha sonora de Elis Regina 

Entrevistador  Carlos Llamas, diretor do Centro Cultural Latino Americano

https://www.mixcloud.com/radioventanasur/emisi%C3%B3n-del-12082017-de-radio-ventana-al-sur-donde-carlos-llamas-entrevista-a-eugenio-giovenardi/


quarta-feira, 14 de agosto de 2024

PROTEÇÃO AMBIENTAL?

 

PROTEÇÃO AMBIENTAL?

O governo do Distrito Federal, depois de 64 anos de ocupação desordenada de 5.822 km2 (582.200 hectares) de Cerrado, onde está a capital da República, define regras para a proteção ambiental da área restante, ao redor de 2.000 km2. Com as novas regras do Licenciamento Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), “o empresário que quer a licença ambiental, vai ao Ibram, assina um termo de compromisso......e vamos acompanhar passo a passo a instalação (do projeto)”.

Um dos aspectos mais importantes, se não essencial, ressaltado por pesquisadores das mudanças climáticas, é a alteração da superfície de ecossistemas ─ água, solo, ar, luz/calor ─ para produção de alimentos, projetos industriais e urbanização. Ao longo de milênios a superfície do planeta sofre o impacto da alteração provocada pela ação humana (antropoceno, também dito capitaloceno), em razão do crescimento econômico a comprometer incalculável inversão de capital de risco em busca incessante do lucro.

Além de ser tardia, mas justificável, a aplicação dessas regras, dificilmente atingirá os efeitos da alteração de quase três quartos da superfície ecossistêmica do DF. Desprezou-se soberanamente a lógica do Zoneamento Ecológico Econômico no DF. Estamos sentindo nos pulmões, na pele, no sangue, a poluição do ar, a contaminação e o recuo das águas. O corte da vegetação nativa, os incêndios anuais, a impermeabilização da cidade, a queima de combustível diário por quase 2 milhões de máquinas, a ampliação urbana anual em mais de 30 mil habitantes (um Núcleo Bandeirantes por ano), são circunstâncias ecológicas fora de controle e tornam politicamente inestancável a sangria ambiental no Distrito Federal.

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

JACARANDÁS

 JACARANDÁS

Os jacarandás nativos do Sítio das Neves enfeitam a paisagem da terra e do céu do Cerrado. Esperei 50 anos para ver o Cerrado regenerado nesta área e a explosão de flores roxas contra o azul do céu.
Em pleno inverno, sem chuva e com flores.
Os segredos milenares do Cerrado.
Imagem,Jacarandás nativos floridos. (Foto:: Marcelo Martins da Costa,, 16 anos, filho do colaborador Mariano de Paula Costa, Sitio das Neve





s, Engenho das Lajes, Gama, DF)

domingo, 28 de julho de 2024

REVISITANDO O CERRADO DE HÁ 60 MILHÕES DE ANOS

 

REVISITANDO O CERRADO DE HÁ 60 MILHÕES DE ANOS

BIOCOMUNIDADE SÍTIO DAS NEVES – 50 ANOS DE PAZ!

 

Entre paredes rochosas de 20 a 30 metros de altura, ouvindo a mensagem do tempo, os peregrinos CARLOS FREDERICO MOURA, PRISCILA BOCCHI E LUIZ GUILHERME BOCCHI, ULYSSES NARCIZO LEAL COSTA E FABRÍCIO, NASRCIZO LEAL COSTA, mergulharam no silêncio e na escuridão da Mata Azul, em pleno dia, e provaram da água cristalina do chão brotada. A regeneração do Cerrado depende de água. A sabedoria da espécie humana está chamada a capacitar-se em captar e reter as águas da chuva. As espécies não humanas já nascem alfabetizadas em água. Os peregrinos que, ontem, participaram do Banho de Floresta perceberam, estupefatos, alguns dos segredos milenares do Cerrado. Os visitantes se alegraram com o Cerrado regenerado e o Cerrado agradeceu a presença de hóspedes de olhar atento.

 

Imagem: Cenário pintado pela Natureza, Biocomunidade Sítio das Neves, DF, Foto Danilo Rocha e Laura G.G.