JUCÁS DESNUDOS!
COMENTÁRIOS SEMANAIS SOBRE MEIO AMBIENTE, POLÍTICA, LITERATURA E OUTRAS SUTILEZAS DO COTIDIANO.
terça-feira, 10 de setembro de 2024
JUCÁS DESNUDOS!
domingo, 1 de setembro de 2024
CHUVAS DE AGOSTO 2024
CHUVAS DE AGOSTO ▬ ANOS 2013 a 2024
Em
milímetros ─ 1 mm = 1 litro/m2 ANOS MÊS
▬ TOTAL ANO/ MM
2013
– 3.1 2.255,6
2014
– 3.0 1.677,5
2015
– 0.0 1.642,7
2016
- 56.2 1.921,7
2017
- 0.0 1.478,7
2018
– 12.5 1.760.5
2019
– 0.0 1.069.3
2020
− 0.0 1.787,8
2021
- 14.0 1.710.8
2022
– 0.0 1.279,2
2023
- 23.0 1.323.4)
2024
- 0.0 1.003,5 (no ano)
Aos que seguem o movimento das águas pluviais
durante o ano, ofereço os dados coletados, no mês de AGOSTO dos últimos 12
anos, graças ao pluviômetro instalado pela Agencia Nacional de Aguas (ANA), no
Sítio das Neves. Os dados refletem a situação pluviométrica de parte da Bacia
do Descoberto e Micro Bacia do Ribeirão das Lajes, DF.
O acumulado de chuvas do ano de 2024, é de 1.003,5 mm (ou litros
por m2,) na região da microbacia do Ribeirão das Lajes, no Distrito
Federal. O mês de AGOSTO, em 12 anos, atesta 0.0 mm de chuvas em seis
anos. A estação eletrônica meteorológica do Sítio das Neves registrou
temperaturas de 11 graus às 6Hs com umidade do ar variando de 90% no começo de
agosto para 71% no último dia à mesma hora. A umidade durante o dia chegou 22
graus, mesmo com mata ciliar espessa e o curso do Ribeirão das Lajes
que ainda conserva uma vazão de um metro3 diário. A vegetação
nativa, com experiência milenar, suporta corajosamente os meses secos,
mostrando floradas exuberantes como as das paineiras e dos jacarandás do
Cerrado, além de manacás, macaréa radula Fritzchia sertulári, caliandras além
de outras em cores amarelas, brancas e roxas. As águas resistem graças à
vegetação nativa e a espessa camada de raízes que retêm a unidade na área da
vereda protegida.
O gráfico mostra a alternância das chuvas no mês de agosto.
quinta-feira, 29 de agosto de 2024
DESMATAMENTO E QUEIMADAS
DESMATAMENTO E QUEIMADAS
Temos exemplares leis ambientais! Não temos política
ecoambiental! Por quê? Porque a
natureza, também dita meio-ambiente, está dividida politicamente em quatro
ministérios independentes:
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
MINISTÉRIO DO INTERIOR
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
Um só! MINISTÉRIO
da NATUREZA - Orientaria e ordenaria o uso dos elementos básicos do sistema físico
- água, solo, ar, luz (Sol e temperatura) - do qual depende a população rural e
urbana, para prover-se de alimentos saudáveis, habitação confortável, proteção
da biodiversidade e da interação e interdependência de todos seres vivos
humanos e não humanos. A natureza entraria em nossa casa. Um dia, a espécie
sapiens imitará o colibri beijando flores e olhará para o alto como as girafas.
quinta-feira, 15 de agosto de 2024
Entrevista à Radio Ventana al Sur, em Helsinque
Comentários sobre ecologia planetária com trilha sonora de Elis Regina
Entrevistador Carlos Llamas, diretor do Centro Cultural Latino Americano
https://www.mixcloud.com/radioventanasur/emisi%C3%B3n-del-12082017-de-radio-ventana-al-sur-donde-carlos-llamas-entrevista-a-eugenio-giovenardi/
quarta-feira, 14 de agosto de 2024
PROTEÇÃO AMBIENTAL?
PROTEÇÃO AMBIENTAL?
O governo do Distrito Federal, depois de 64 anos de
ocupação desordenada de 5.822 km2 (582.200 hectares) de Cerrado, onde está a
capital da República, define regras para a proteção ambiental da área restante,
ao redor de 2.000 km2. Com as novas regras do Licenciamento Ambiental por Adesão
e Compromisso (LAC), “o empresário que quer a licença ambiental, vai ao Ibram,
assina um termo de compromisso......e vamos acompanhar passo a passo a instalação
(do projeto)”.
Um dos aspectos mais importantes, se não essencial,
ressaltado por pesquisadores das mudanças climáticas, é a alteração da superfície
de ecossistemas ─ água, solo, ar, luz/calor ─ para produção de alimentos,
projetos industriais e urbanização. Ao longo de milênios a superfície do planeta
sofre o impacto da alteração provocada pela ação humana (antropoceno, também dito
capitaloceno), em razão do crescimento econômico a comprometer incalculável
inversão de capital de risco em busca incessante do lucro.
Além de ser tardia, mas justificável, a aplicação
dessas regras, dificilmente atingirá os efeitos da alteração de quase três
quartos da superfície ecossistêmica do DF. Desprezou-se soberanamente a lógica
do Zoneamento Ecológico Econômico no DF. Estamos sentindo nos pulmões, na pele,
no sangue, a poluição do ar, a contaminação e o recuo das águas. O corte da
vegetação nativa, os incêndios anuais, a impermeabilização da cidade, a queima
de combustível diário por quase 2 milhões de máquinas, a ampliação urbana anual
em mais de 30 mil habitantes (um Núcleo Bandeirantes por ano), são circunstâncias
ecológicas fora de controle e tornam politicamente inestancável a sangria
ambiental no Distrito Federal.
segunda-feira, 5 de agosto de 2024
JACARANDÁS
JACARANDÁS
domingo, 28 de julho de 2024
REVISITANDO O CERRADO DE HÁ 60 MILHÕES DE ANOS
REVISITANDO O CERRADO DE HÁ 60 MILHÕES DE ANOS
BIOCOMUNIDADE SÍTIO DAS NEVES – 50 ANOS DE PAZ!
Entre paredes rochosas de 20 a 30
metros de altura, ouvindo a mensagem do tempo, os peregrinos CARLOS FREDERICO
MOURA, PRISCILA BOCCHI E LUIZ GUILHERME BOCCHI, ULYSSES NARCIZO LEAL COSTA E
FABRÍCIO, NASRCIZO LEAL COSTA, mergulharam no silêncio e na escuridão da Mata
Azul, em pleno dia, e provaram da água cristalina do chão brotada. A
regeneração do Cerrado depende de água. A sabedoria da espécie humana está
chamada a capacitar-se em captar e reter as águas da chuva. As espécies não
humanas já nascem alfabetizadas em água. Os peregrinos que, ontem, participaram
do Banho de Floresta perceberam, estupefatos, alguns dos segredos milenares do Cerrado.
Os visitantes se alegraram com o Cerrado regenerado e o Cerrado agradeceu a
presença de hóspedes de olhar atento.
Imagem: Cenário pintado pela Natureza,
Biocomunidade Sítio das Neves, DF, Foto Danilo Rocha e Laura G.G.