2021 – O ANO DO NARIZ
COMENTÁRIOS SEMANAIS SOBRE MEIO AMBIENTE, POLÍTICA, LITERATURA E OUTRAS SUTILEZAS DO COTIDIANO.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
2021 – O ANO DO NARIZ
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
POR QUEM DOBRAM OS SINOS
AMIGOS,
POR QUEM DOBRAM OS SINOS
POR QUEM CHORAM OS VIVOS
Até hoje, 184.000 mortos, ao longo e largo do país, foram recrutados pelo vírus covid/19. Quase dois milhões choram por quem dobram os sinos: pais, mães, viúvos e viúvas, avós e avôs, irmãos e irmãs, tios e tias, sobrinhos e sobrinhas, amigos e amigas, sem despedida.
Se nesse jogo aleatório do V/19 fossem sorteados 90 deputados e 60 senadores, quem choraria por eles?
Se a escolha da roleta do V/19 levasse 300 ministros, juízes, desembargadores dos tribunais de justiça, quem choraria por eles?
Se o covid/19 abatesse toda a cúpula do exército, a elite dos funcionários do Estado, quem choraria por eles?
Se metade da família presidencial fosse dizimada pelo vírus/19, quem choraria por ela?
A pátria desolada, todos os sinos dobrariam e o povo compassivo choraria por eles.
Quem e quantos ainda precisam ser sacrificados para que se acenda a luz do bom senso, da sensatez, do altruismo e da sabedoria política?
As ambições pequenas aprisionaram o país e levantaram grades entre os cidadãos.
Desta prisão, escrevi cartas aos amigos como um brado de alerta e de estímulo esperançoso à nobreza da convivência entre as pessoas, à reaproximação e ao respeito à natureza generosa do país.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
NEGAVIRUS/19
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
IDIOMA DA NATUREZA
IDIOMA DA
NATUREZA
O idioma da
natureza é o silêncio.
Os sinais são
visíveis para o olhar, são audíveis para o ouvido, são tactáveis para o tato,
são oloríferos para o olfato e saborosos para o paladar.
É com os cinco
sentidos que se pode ouvir a natureza.
Penetrando em
silêncio no espaço virgem de um ambiente natural, uma cena impactante é a
conjugação indissolúvel da árvore com a água.
Esses dois
elementos, acariciados pelo sol ou embalados pelo vento ou pela carinhosa brisa
matinal ou vesperal configuram a paz saudável da qual desfrutam todos os seres
animados em terra, ar ou água.
Para ouvir a
natureza, há que se chegar de mansinho perto dela.
Ela fala pelo
trovão da tempestade,
Pela chuva que
molha os campos.
Pelo cicio das
folhas embaladas pelo vento.
Pelo grito
uníssono das curicacas.
Pelo grunhido
cadenciado do tucano.
Pelo choro
reprimido dos bambus.
Pelo chuá das
cachoeiras saltando pedras.
A natureza
fala pela vida que palpita no chão, no ar, na água.
A natureza
fala pela dança alegre das borboletas azuis.
A natureza
fala pelo silêncio das árvores.
18.11.2020
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
O ROSTO DAS ÁRVORES
O ROSTO DAS ÁRVORES
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
PROJETO
OLHO D’ÁGUA
RELATO
DE EXECUÇÃO
SÍTIO DAS NEVES - DF
INTRODUÇÃO
O projeto Olho d’Água começou em 1980, no Sitio das
Neves,. com a finalidade de proteger uma área de 70 hectares do bioma Cerrado.
Localizada à margem esquerda da Rodovia BR 060, direção Brasília Goiânia, na
altura do Km 26, no perímetro do Distrito Federal. Integra a bacia hidrográfica
do Rio Santo Antônio do Descoberto e a micro bacia do Ribeirão das lajes..
A área total do DF é de 582.200 hectares (5.822 km2).
Segundo o plano de ocupação regional do DF, 80% (450.000 ha) seriam reservados
às atividades rurais, reflorestamento, preservação de nascentes e cursos de água,
e 20% (132.000 há) à urbanização ( serviços, habitação, educação, comércio,
lazer, rodovias).
Atualmente, a urbanização absorve 60% (348.000 há),
restando para o rural, 40% (234.200 ha), com tendência galopante a se reduzir
ainda mais a área rural.
Essa inversão do uso do solo desencadeou um processo
de desertificação do Cerrado, com eliminação de nascentes, desmatamento
indiscriminado, perturbação dos aquíferos subterrâneos por meio de poços
tubulares, impermeabilização de grandes áreas, causando assoreamento do Lago
Paranoá, de rios e córregos de imensa área adjacente do Distrito Federal.
Sob o aspecto ecológico e ambiental, o Projeto Olho
d’Água propõe-se, de forma continuada, a preservar essa área de 70 hectares de
Cerrado (700 mil metros2), denominada Sítio das Neves, mantendo suas
características originais de fauna e flora.
A preservação ecológica e ambiental tem, portanto,
caráter contínuo a fim de proteger a área de ocupações inadequadas e
prejudiciais à natureza, seguindo orientações técnicas e científicas sobre a
fenomenologia climática.
A preservação da área mencionada se estende por quatro
décadas, com práticas de contenção e detenção das águas pluviais, por meio de
barragens simples de pedra ou barragens-castor (galhos secos e terra de cupim),
de tamanho adequado à declividade do terreno e ao volume, peso e velocidade da
água. O desenvolvimento vegetal e a recuperação da biodiversidade são
resultados que podem ser comprovados.
As matas ciliares dos córregos perenes que nascem na
propriedade, Córrego Capão Azul, Córrego da Onça e as das nascentes
intermitentes se ampliaram geometricamente. As matas de galeria dos vários
cursos de água se ligaram umas às outras. As águas pluviais contidas e detidas
nas barragens, sombreadas pelas matas de galeria, permanecem durante todo o
período seco. A umidade mantida nessas áreas modifica lentamente o ambiente e
fortalece as nascentes perenes e estimula as intermitentes.
Conseguiu-se, ao longo de três décadas, aumento dos
índices de umidade com o armazenamento de água nos quatro aquíferos:
− aquífero radicular, volume de água contida nas
raízes das árvores, plantas e gramíneas, graças ao sombreamento da vegetação.
− aquífero vegetal, volume de água contida nos
troncos, galhos e folhas das árvores, em consequência da captação de umidade do
solo pelas raízes.
− aquífero superficial, volume de água que brota das
nascentes e forma córregos e rios, alimentado pelas barragens de contenção das
águas da chuva.
− aquífero subterrâneo, volume de água estocada entre
as camadas de rocha, preservado pela recarga das precipitações que se infiltram
no solo e percolam até os mares interiores, graças ao repouso das águas nos
lagos temporários resultantes das barragens.
A captação de água no Sítio das Neves atende a todas
as necessidades de consumo humanas, criação de pequenos animais e produção de
legumes e frutas.
O volume diário de captação e uso da água no Sítio das
Neves foi determinado por um ato administrativo de outorga da água pela ADASA.
Segundo cálculos técnicos, a vazão diária, no período de estiagem, da nascente
de captação é de, aproximadamente, 30 mil litros de água. O consumo autorizado
monta a 2.000 litros diários. A captação de água é feita por gravidade num
percurso de 750 metros.
Graças aos resultados obtidos até o momento, a ADASA
concedeu ao Sítio das Neves, em ato público, o PRÊMIO GUARDIÃO DA ÁGUA, no Dia
Mundial da Água, em 22 de março de 2010. Instituto Brasília Ambiental (Ibram), após
o georeferenciamento, por satélite, concedeu o registro do CAR (Cadastro Ambiental
Rural), da Reserva Legal e determinação de Áreas de Preservação Permanente
(APP).
Sob o aspecto educativo, por meio de parcerias com
ong’s ambientalistas, palestras em colégios e universidades, publicações na
mídia e visitas guiadas, propõe-se despertar nas crianças e pesquisadores o
apreço pela natureza e a possível reprodução do processo de preservação em
curso por outros proprietários de terra, agricultores ou não.
O projeto Olho d’água está aberto a pesquisadores de
universidades e institutos ou centros de pesquisa ambiental, alunos e
estudantes, funcionários e técnicos de secretarias de agricultura com funções
de extensão e educação rural.
O acesso à sede da propriedade é feito por estrada de
chão de 1.100 metros de extensão, a contar da porteira de entrada. A
conservação da via é feita manualmente.
As terras da propriedade são banhadas por três cursos permanentes
de água. Ao sul, pelo Ribeirão das Lajes, integrado à bacia do Rio Santo
Antônio do Descoberto, a Leste, pelo Córrego Capão Azul e, a Oeste, pelo
Córrego da Onça.
Os córregos que nascem nas terras do Sítio das Neves
têm uma extensão de aproximadamente 1.200 metros e desembocam no Ribeirão das
Lajes.
Até o presente momento, os custos da preservação
ambiental, incluindo a construção de barragens, de aceiros e proteção das
nascentes, do transporte de material, do combustível e placas de avisos são
sufragados pelo proprietário.
As principais despesas se referem à construção e
manutenção de barragens, classificação de plantas, aves e animais selvagens,
comunicação e combustível.
Atualizado 5.11.2020
___________________________________
Eugênio Giovenardi
RG: 139.828 SSP/DF
CPF: 090.928.381-87
Fone: 61 9981 2807
blog: www.eugeobservador.blogspot.com
Endereço:
SÍTIO DAS NEVES
– Rodovia BR 060, Km 26 – DF
Registros Institucionais:
Código do imóvel rural
(INCRA) - 9410180282315
Código da pessoa (INCRA) -
014353407
Certificado de Cadastro de
Imóvel Rural (CCIR) - 04132124057
Número do Imóvel na Receita
Federal (Nirf) - 3407896-7
Obras do autor sobre o tema ambiental:
1) Os pobres do campo, Tomo Editora, 2004, Porto Alegre.
2) O retorno das águas, Editora Ser, 2005, Brasília
3) A saga de um Sítio, LGE, 2007, Brasília:
4) Ecologia - Prosperidade sem destruição
5) Ecossociologia - Relações do ser humano com a natureza
6) Reencontro - o que aprendi da natureza
7) As árvores falam -
8) Uma obra em verde - Economia humana
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
CHUVAS DE OUTUBRO – 2013-2020
CHUVAS DE OUTUBRO – 2013-2020
EM MILÍMETROS – 1 mm = 1 litro/m2
ANOS OUTUBRO TOTAL ANO
Milímetros
2013 179.5 2.255,6
2014 54.0 1.677,5
2015 79.9 1.642,7
2016 185.4 1.921,7
2017 44.1 1.478,7
2018 228.8 1.760,5
2019 41.2 1.068,7
2020 205.6 1.263.4 (até 31.10)
No
registro de precipitações destes oito anos, o mês de outubro de 2020 confirma
a irregularidade das chuvas. Dos oito anos, quatro oferecem menos de 100 mm,
sendo 2019 o outubro menos chuvoso.
O acumulado de 2020 se aproximará
da média anual de 1.500 mm, no Centro-Oeste, mas muito aquém dos anos de 2013 a
2016.
O
obscurantismo, a insensatez, a miopia, a insensibilidade diante de
biomas queimados, do empobrecimento da biodiversidade, da contaminação das
águas e do ar, estão entre as causas políticas e biológicas das pestes, vírus e
patógenos múltiplos que assolam os brasileiros.. As decisões econômicas devem
submeter-se ao sábio princípio da preservação dos ecossistemas.
PLUVIÔMETRO
Índices registrados pela estação
meteorológica digital instalada no Sítio das Neves, onde a mão humana é
conduzida pela sabedoria silenciosa das árvores.
