PÉROLAS
E CASCALHOS DE 2025
O ANO É NOVO, MAS O
TEMPO É VELHO
Desejo a todos os amigos desta página, Urbi et Orbi, que fraternalmente se
sintonizem com o universo e se antenem com as mensagens de socorro e esperança do
planeta Terra.
Recolhi algumas pérolas e agudos cascalhos
que nossa espécie sapiens brasileira esparramou pelo caminho do tempo
conturbado que enfrentamos.
1.
Marina Bosi, jornalista escreveu Amazônia invadida, no cenário de São Felix do Xingu. Município de
84.212 km2 (4 vezes o Estado de Sergipe e 13 o DF), 65.400 pessoas e 2,5
milhões de bois, equivalente a 3 cabeças bovinas por ha, em plena Amazônia,
para os hambúrgueres americanos. Ainda se fala em salvar a Amazônia!
2.
Aqui no DF, o Bairro Serrinha do Paranoá, com a expansão
catastrófica da urbanização, está fadada a esgotar suas nascentes, essenciais
para os aquíferos do Cerrado. Rodrigo Werneck, Alba Evangelista e Isabel
Schmidt gritam aos ouvidos moucos dos órgãos oficiais da Administração do
Distrital.
3.
Economistas
conscientes, ambientalistas corajosos e os gritos acadêmicos disseram na COP/30
que o CRESCIMENTO ECONÔMICO impulsiona o EFEITO ESTUFA, CALOR, Tempestades,
tornados e furacões. O lema do governo brasileiro: Crescer mais!
4.
A vegetação
nativa, responsável pela proteção de nascentes e recarga dos aquíferos do velho
Cerrado, há um milhão de anos, está reduzida a 12 mil espécies, anuncia a
Embrapa. É, neste momento, objeto de uma lei no Congresso Nacional, que decreta
a sentença de morte da remanescente vegetação nativa.
5.
Pedro Bruzzi, da
Funatura, suplica a uma das muitas cortes federais que o CERRADO precisa ser
Patrimônio Nacional.! Informo à FUNATURA que os 70 hectares de Cerrado do
Distrito Federal - Sítio Neves – Engenho das Lajes, foram declarados Reserva do
Patrimônio Nacional, em agosto de 2023, pelo Ibram/Sema/DF, a pedido de minha
família e assessoria do Instituto Cerrados.
6.
Antonio Guterres,
Secretário Geral da ONU, alerta: O PLANETA ESTÁ À BEIRA DO ABISMO. Não calculou
a profundidade, mas o buraco deve ser grande para caber tanta insanidade,
ambição e vaidade da espécie sapiens.
7.
Numa
longa entrevista, pesquisador da Embrapa, afirma: ¨Tecnologia sustentável nós
temos no Cerrado. Construímos o solo para a produção de soja, milho, trigo,
feijão e arroz”! Adubos químicos e agrotóxicos infestaram o ecossistema e a
biodiversidade. A irrigação pujante afetou os aquíferos. A sustentabilidade da
soja é um fato econômico.
8.
O
outro lado da sustentabilidade. O sábio prof. Altair Barbosa ensina que o
Cerrado chegou em seu clímax evolutivo. Uma vez degradado
não vai mais se recuperar na plenitude de sua biodiversidade. Cerrado é uma
matriz ambiental que já se encontra em vias de extinção. E já não se encontram
mais comunidades vegetais ou populações de
plantas nativas do Cerrado. O solo do Cerrado foi degradado por meio da
ocupação intensiva. Retiraram a gramínea nativa para a implantação de espécies
exóticas, vindas da África e da Austrália.
9.
A
dúvida atroz da economia agrícola: PRODUZIR SEM DEGRADAR! Ou DEGRADAR PARA PRODUZIR.
A sustentabilidade do solo depende da resposta a essas perguntas.
10.
A
COP/30, foi um sucesso para o mencionado mapa do petróleo e outros combustíveis
fósseis. A COP/31 acordará os países de cabeça enterrada nas entranhas do
¨planeta azul¨!
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