terça-feira, 20 de janeiro de 2026

PÉROLAS E CASCALHOS DE 2025

 

PÉROLAS E CASCALHOS DE 2025

      O ANO É NOVO, MAS O TEMPO É VELHO

 

Desejo a todos os amigos desta página, Urbi et Orbi, que fraternalmente se sintonizem com o universo e se antenem com as mensagens de socorro e esperança do planeta Terra.

 

Recolhi algumas pérolas e agudos cascalhos que nossa espécie sapiens brasileira esparramou pelo caminho do tempo conturbado que enfrentamos.

1.    Marina Bosi, jornalista escreveu Amazônia invadida, no cenário de São Felix do Xingu. Município de 84.212 km2 (4 vezes o Estado de Sergipe e 13 o DF), 65.400 pessoas e 2,5 milhões de bois, equivalente a 3 cabeças bovinas por ha, em plena Amazônia, para os hambúrgueres americanos. Ainda se fala em salvar a Amazônia!

2.    Aqui no DF, o Bairro Serrinha do Paranoá, com a expansão catastrófica da urbanização, está fadada a esgotar suas nascentes, essenciais para os aquíferos do Cerrado. Rodrigo Werneck, Alba Evangelista e Isabel Schmidt gritam aos ouvidos moucos dos órgãos oficiais da Administração do Distrital.

3.    Economistas conscientes, ambientalistas corajosos e os gritos acadêmicos disseram na COP/30 que o CRESCIMENTO ECONÔMICO impulsiona o EFEITO ESTUFA, CALOR, Tempestades, tornados e furacões. O lema do governo brasileiro: Crescer mais!

4.    A vegetação nativa, responsável pela proteção de nascentes e recarga dos aquíferos do velho Cerrado, há um milhão de anos, está reduzida a 12 mil espécies, anuncia a Embrapa. É, neste momento, objeto de uma lei no Congresso Nacional, que decreta a sentença de morte da remanescente vegetação nativa.

5.    Pedro Bruzzi, da Funatura, suplica a uma das muitas cortes federais que o CERRADO precisa ser Patrimônio Nacional.! Informo à FUNATURA que os 70 hectares de Cerrado do Distrito Federal - Sítio Neves – Engenho das Lajes, foram declarados Reserva do Patrimônio Nacional, em agosto de 2023, pelo Ibram/Sema/DF, a pedido de minha família e assessoria do Instituto Cerrados.

6.    Antonio Guterres, Secretário Geral da ONU, alerta: O PLANETA ESTÁ À BEIRA DO ABISMO. Não calculou a profundidade, mas o buraco deve ser grande para caber tanta insanidade, ambição e vaidade da espécie sapiens.

7.    Numa longa entrevista, pesquisador da Embrapa, afirma: ¨Tecnologia sustentável nós temos no Cerrado. Construímos o solo para a produção de soja, milho, trigo, feijão e arroz”! Adubos químicos e agrotóxicos infestaram o ecossistema e a biodiversidade. A irrigação pujante afetou os aquíferos. A sustentabilidade da soja é um fato econômico.

8.    O outro lado da sustentabilidade. O sábio prof. Altair Barbosa ensina que o Cerrado chegou em seu clímax evolutivo. Uma vez degradado não vai mais se recuperar na plenitude de sua biodiversidade. Cerrado é uma matriz ambiental que já se encontra em vias de extinção. E já não se encontram mais comunidades vegetais ou populações de plantas nativas do Cerrado. O solo do Cerrado foi degradado por meio da ocupação intensiva. Retiraram a gramínea nativa para a implantação de espécies exóticas, vindas da África e da Austrália.

9.    A dúvida atroz da economia agrícola: PRODUZIR SEM DEGRADAR! Ou DEGRADAR PARA PRODUZIR. A sustentabilidade do solo depende da resposta a essas perguntas.

10.                   A COP/30, foi um sucesso para o mencionado mapa do petróleo e outros combustíveis fósseis. A COP/31 acordará os países de cabeça enterrada nas entranhas do ¨planeta azul¨!


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