terça-feira, 20 de janeiro de 2026

ENCONTRO INTELECTUAL E AMISTOSO COM ENTES ARBÓREOS NO CORAÇÃO DO CERRADO DO DISTRITO FEDER

 

ENCONTRO INTELECTUAL E AMISTOSO COM ENTES ARBÓREOS NO CORAÇÃO DO CERRADO DO DISTRITO FEDERAL

 

¨Conhecer para amar e preservar¨ -  é um dos lemas do Sítio Neves, primeira Reserva do Patrimônio Nacional, no Distrito Federal.

Situado na localidade Engenho das Lajes, RA do Gama.

No dia 17 de janeiro de 2026, os ecologistas, aqui mencionados, se dedicaram, na manhã do sábado, a conhecer os entes arbóreos que oferecem alimento para pássaros, insetos e animais nativos do Cerrado que representam enorme biodiversidade não humana que habita o ecossistema também ocupado pela espécie humana.

A caminhada cientifica foi previamente organizada pelo Diretor-Presidente da Patrulha Ecológica, Nivardo Nepomuceno Sobrinho, dedicado ecologista. Dezenas de entes arbóreos foram apresentados pelo jovem biólogo e escritor Dr. Marcelo Kuhlmann com adequada pedagogia de aprendizagem para observar a fisionomia biológica das entidades contactadas e conhecer sua identidade, nome científico e o carinhoso nome popular dado por ervateiros ou criado, há milhares de anos, pelos nativos que habitam esta terra antes de se chamar Brasil. 

As árvores pareciam felizes em serem observadas e agradecem a visita humana dos que compartem com elas o mesmo ecossistema.

1) Paloma Conceição Bezerra dos Anjos

2) Ana Valéria Teixeira

3) Jeffry Pearson

4) Paulo Sérgio 

5) Ana Paula Inacio de Araujo

6) Henrique José de Araújo

7) Paulo Henrique Inácio de Araujo

8) Cícero Ramos

9) Tiago Fontenele dos Santos

10) Robson Majus Soares

11) Olinda Myrtes Bayma Sousa Melo

12) Nivardo Nepomuceno Sobrinho

13) Cristina Ghidetti Estrela

14) Marco Antônio Martins Leite

15) Rita de Cassia de Mello Salvio

16) Julio Cesar Ferreira de Abreu - Prof. e Biólogo

17) Eugênio Giovenardi, ecossociólogo

18) Laura Giovenardi Goretti, Bióloga.

 

RECONHECIMENTO E CODIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA

 

RECONHECIMENTO E CODIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA

A Reserva do Patrimônio Nacional Sitio Neves, ao completar 55 anos de regeneração autônoma, recebe, no sábado, 17 de janeiro de 2026, um grupo de 15 interessados inscritos em reconhecer e codificar as espécies de vegetação nativa, flores e frutos, que retornaram a seu habitat e alimentam a biodiversidade animal. A regeneração do Cerrado depende da vegetação nativa e detenção da água das chuvas anuais. A área se repovoou de vegetação arbórea, grandes árvores, arbustos e um colchão de vegetação nativa que protegem as nascentes.

O prof. Marcelo Kuhlmann orientará a observação e propiciará as informações para o reconhecimento e a codificação das espécies frutíferas. A organização do evento VIVÊNCIA PRÁTICA DE CAMPO, está a cargo de Nivardo Nepomuceno, Dretor-Presidente da Patrulha Ecológica.

O Sítio Neves, 70 hectares (700.000 m2), é a primeira área, de Cerrado, no DFF, em 66 anos de Brasília, a integrar a Reserva do Patrimônio Nacional, em caráter perpétuo, com assinatura de compromisso legal entre as partes, posseiro e Ibram/SEMA/GDF.

Local. Sitio Neves, BR 060, Km 26, margem esquerda, direção Anápolis, ou margem direita, direção Brasília.


 

PÉROLAS E CASCALHOS DE 2025

 

PÉROLAS E CASCALHOS DE 2025

      O ANO É NOVO, MAS O TEMPO É VELHO

 

Desejo a todos os amigos desta página, Urbi et Orbi, que fraternalmente se sintonizem com o universo e se antenem com as mensagens de socorro e esperança do planeta Terra.

 

Recolhi algumas pérolas e agudos cascalhos que nossa espécie sapiens brasileira esparramou pelo caminho do tempo conturbado que enfrentamos.

1.    Marina Bosi, jornalista escreveu Amazônia invadida, no cenário de São Felix do Xingu. Município de 84.212 km2 (4 vezes o Estado de Sergipe e 13 o DF), 65.400 pessoas e 2,5 milhões de bois, equivalente a 3 cabeças bovinas por ha, em plena Amazônia, para os hambúrgueres americanos. Ainda se fala em salvar a Amazônia!

2.    Aqui no DF, o Bairro Serrinha do Paranoá, com a expansão catastrófica da urbanização, está fadada a esgotar suas nascentes, essenciais para os aquíferos do Cerrado. Rodrigo Werneck, Alba Evangelista e Isabel Schmidt gritam aos ouvidos moucos dos órgãos oficiais da Administração do Distrital.

3.    Economistas conscientes, ambientalistas corajosos e os gritos acadêmicos disseram na COP/30 que o CRESCIMENTO ECONÔMICO impulsiona o EFEITO ESTUFA, CALOR, Tempestades, tornados e furacões. O lema do governo brasileiro: Crescer mais!

4.    A vegetação nativa, responsável pela proteção de nascentes e recarga dos aquíferos do velho Cerrado, há um milhão de anos, está reduzida a 12 mil espécies, anuncia a Embrapa. É, neste momento, objeto de uma lei no Congresso Nacional, que decreta a sentença de morte da remanescente vegetação nativa.

5.    Pedro Bruzzi, da Funatura, suplica a uma das muitas cortes federais que o CERRADO precisa ser Patrimônio Nacional.! Informo à FUNATURA que os 70 hectares de Cerrado do Distrito Federal - Sítio Neves – Engenho das Lajes, foram declarados Reserva do Patrimônio Nacional, em agosto de 2023, pelo Ibram/Sema/DF, a pedido de minha família e assessoria do Instituto Cerrados.

6.    Antonio Guterres, Secretário Geral da ONU, alerta: O PLANETA ESTÁ À BEIRA DO ABISMO. Não calculou a profundidade, mas o buraco deve ser grande para caber tanta insanidade, ambição e vaidade da espécie sapiens.

7.    Numa longa entrevista, pesquisador da Embrapa, afirma: ¨Tecnologia sustentável nós temos no Cerrado. Construímos o solo para a produção de soja, milho, trigo, feijão e arroz”! Adubos químicos e agrotóxicos infestaram o ecossistema e a biodiversidade. A irrigação pujante afetou os aquíferos. A sustentabilidade da soja é um fato econômico.

8.    O outro lado da sustentabilidade. O sábio prof. Altair Barbosa ensina que o Cerrado chegou em seu clímax evolutivo. Uma vez degradado não vai mais se recuperar na plenitude de sua biodiversidade. Cerrado é uma matriz ambiental que já se encontra em vias de extinção. E já não se encontram mais comunidades vegetais ou populações de plantas nativas do Cerrado. O solo do Cerrado foi degradado por meio da ocupação intensiva. Retiraram a gramínea nativa para a implantação de espécies exóticas, vindas da África e da Austrália.

9.    A dúvida atroz da economia agrícola: PRODUZIR SEM DEGRADAR! Ou DEGRADAR PARA PRODUZIR. A sustentabilidade do solo depende da resposta a essas perguntas.

10.                   A COP/30, foi um sucesso para o mencionado mapa do petróleo e outros combustíveis fósseis. A COP/31 acordará os países de cabeça enterrada nas entranhas do ¨planeta azul¨!